CPMI DO INSS EM RISCO: Alcolumbre trava prorrogação e parlamentares vão ao STF — investigação sobre fraude contra aposentados pode ser enterrada
A investigação da fraude bilionária contra aposentados e pensionistas do INSS pode acabar sem conclusão. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se recusa a ler o requerimento de prorrogação da CPMI — e o prazo vence em 28 de março.
Diante da omissão deliberada da Mesa Diretora, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), levou o caso ao STF na última sexta-feira (13). O pedido de mandado de segurança foi assinado também pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e pelo líder do Novo na Câmara, Marcel Van Hattem (RS). Os parlamentares acusam Alcolumbre de sabotagem silenciosa: em dezembro, Van Hattem entregou o requerimento com mais de 200 assinaturas — 175 deputados e 29 senadores — mas o documento nunca foi lido.
O prazo final para investigar o esquema que desviou recursos de trabalhadores brasileiros é 28 de março. As próximas sessões do Congresso, marcadas para 17, 24 e 25 de março, não têm caráter deliberativo, o que tornaria impossível qualquer votação sem uma ação do presidente do Senado. Para a oposição, é uma manobra política: o esquema de descontos ilegais nos benefícios de aposentados envolve entidades e figuras ligadas ao governo federal, e há interesse em sepultar a investigação antes que mais nomes venham à tona.
STF decide o destino da CPMI
Os parlamentares pedem que o mandado de segurança seja distribuído ao ministro André Mendonça, atual relator do caso INSS no STF. A decisão que virá definirá se o trabalhador brasileiro terá direito a uma investigação completa — ou se os responsáveis pelo roubo de seus benefícios escaparão sem punição.