COPOM DECIDE AMANHÃ: Selic pode chegar a 14,75% enquanto Lula gasta como nunca — e o trabalhador paga a conta do descontrole fiscal
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM) se reúne nesta quarta-feira, 17 de março, para definir a nova taxa básica de juros. A expectativa do mercado é de alta de 1 ponto percentual, levando a Selic de 13,75% para 14,75% ao ano — o nível mais alto desde 2006. Para o trabalhador brasileiro com dívidas no cartão de crédito, no cheque especial ou no financiamento de casa e carro, a decisão se traduz em parcelas ainda mais pesadas.
Por que os juros não param de subir?
A resposta direta é: o governo Lula gasta mais do que arrecada. O déficit fiscal explodiu nos últimos anos, com expansão de programas sociais sem contrapartida de cortes em outros gastos, crescimento da máquina pública e aumento do funcionalismo. Esse descontrole alimenta a inflação e força o Banco Central a apertar os juros para segurar os preços. Somado a isso, a guerra entre Irã e Israel empurrou o petróleo para cima, encarecendo combustíveis e transportes — e pressionando ainda mais a inflação ao consumidor.
Quem paga a conta?
Não é o ministro Haddad. Não é Lula. É o empreendedor que toma crédito para investir no seu negócio. É a família que comprou a casa própria. É o trabalhador que parcelou a geladeira. Enquanto o governo federal aprova isenções eleitoreiras para quem ganha até R$ 5 mil — sem cortar um centavo sequer dos gastos — o Banco Central é obrigado a subir os juros para tentar conter a inflação que o próprio governo cria. O COPOM previsto para esta quarta será um dos mais observados dos últimos anos: qualquer surpresa na decisão pode mover o câmbio, a bolsa e as expectativas para os próximos meses.