BOMBA FISCAL: gastos da Previdência passam de R$ 1 trilhão e próximo governo terá que fazer nova reforma
O trabalhador brasileiro vai pagar a conta do descontrole fiscal do governo Lula. Em 2025, pela primeira vez na história, os gastos da Previdência Social ultrapassaram R$ 1 trilhão — precisamente R$ 1,03 trilhão, equivalente a cerca de 12% do PIB. Para cobrir o rombo, o Tesouro Nacional precisou desembolsar R$ 320,9 bilhões, um aumento de R$ 7,1 bilhões em relação ao ano anterior. A tendência é explosiva, e especialistas já alertam: sem uma nova reforma, o sistema colapsa nas próximas décadas.
O próximo governo não terá escolha
O grupo técnico que formulou a reforma de 2019 — incluindo o pesquisador Paulo Tafner, da FGV, e ex-dirigentes do governo federal — já prepara uma nova proposta para ser apresentada ao próximo presidente eleito. A avaliação unânime é que a reforma de Bolsonaro, embora necessária e eficiente, foi aprovada em apenas 65% do texto original após concessões no Congresso. Temas politicamente sensíveis ficaram de fora — e agora voltam ao centro do debate. “Para você ter uma ideia do que temos pela frente: o gasto de hoje será o déficit de amanhã. É explosivo”, alertou Tafner.
Bomba-relógio demográfica
O cenário demográfico agrava ainda mais a situação. A expectativa de vida do brasileiro subiu de 71 anos (2000) para quase 75 anos (2020) e deve ultrapassar 81 anos em 2050. A taxa de natalidade caiu. O resultado: o número de aposentados deve dobrar nos próximos 30 anos, enquanto a quantidade de trabalhadores na ativa praticamente não cresce. Projeções indicam que, sem novos ajustes, o desequilíbrio previdenciário pode se aproximar de 12% do PIB em 2060. Quem vai pagar essa conta é o trabalhador, o empreendedor, a família brasileira que já carrega uma das maiores cargas tributárias do mundo.