🚨 GUERRA CANCELA F1: FIA oficializa suspensão dos GPs do Bahrein e Arábia Saudita em abril — temporada perde 2 etapas
A guerra no Oriente Médio chegou à Fórmula 1. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmou neste sábado (14) o cancelamento oficial dos Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita, que estavam previstos para abril de 2026 — vítimas diretas dos conflitos entre EUA, Israel e Irã na região.
Decisão histórica: dois GPs fora do calendário
Em comunicado oficial, a FIA declarou: “Após avaliações cuidadosas, devido à situação atual na região do Oriente Médio, os Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita não acontecerão em abril”. A entidade afirmou que diversas alternativas foram consideradas, mas a decisão final foi de que não haverá substituições no mês.
O GP do Bahrein estava marcado para o fim de semana de 12 de abril, quarta etapa da temporada. A corrida na Arábia Saudita seria realizada sete dias depois, em 19 de abril. Além das corridas de F1, as categorias de apoio — Fórmula 2, Fórmula 3 e F1 Academy — também não correrão nas datas previstas.
Temporada 2026 reduzida a 22 etapas
Com os cancelamentos, o calendário da Fórmula 1 passa de 24 para 22 GPs em 2026. Após a corrida no Japão, em 29 de março, a categoria ficará sem provas por mais de um mês, retomando apenas em Miami, no dia 3 de maio.
O conflito já havia prejudicado a logística da equipes: o fechamento do espaço aéreo no Golfo Pérsico interferiu nas rotas para a Austrália (abertura da temporada), um toque de recolher chegou a ser acionado pela FIA, e testes de pneus da Mercedes e McLaren com a Pirelli foram cancelados.
Segurança em primeiro lugar
A decisão visa garantir a segurança de pilotos, equipes e staff, que relataram preocupação crescente com os ataques na região. A FIA ressaltou que a decisão foi tomada em consenso com os promotores locais do Bahrein e da Arábia Saudita.
O cancelamento é mais um reflexo direto da guerra no Oriente Médio sobre o esporte mundial — com ataques do Irã atingindo países vizinhos do Golfo, como Emirados Árabes, Catar e Bahrém, a organização de grandes eventos na região tornou-se inviável.
Fontes: Jovem Pan, AFP