BOLSONARO NA UTI: Pneumonia controlada, mas rins comprometidos — médicos não dão previsão de alta e Moraes ainda nega prisão domiciliar
O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital DF Star em Brasília, com estado estável mas sem previsão de alta, conforme boletim médico divulgado neste sábado (14). O quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral — que já levou a piora na função renal e elevação de marcadores inflamatórios — mantém o ex-mandatário sob cuidados intensivos.
Bolsonaro chegou ao hospital no início da manhã de sexta-feira (13), transferido da “Papudinha” — a carceragem da PF em Brasília onde cumpre prisão preventiva — após apresentar calafrios e mal-estar. O diagnóstico confirmou broncopneumonia, infecção que atinge os bronquíolos e os alvéolos dos pulmões. A equipe médica, composta por cinco especialistas entre cardiologistas, cirurgião geral e coordenador da UTI, mantém tratamento com antibióticos e hidratação endovenosa, além de fisioterapia respiratória e motora.
A piora renal é o ponto de maior atenção: segundo o boletim, é um efeito esperado pelo uso intenso de medicamentos, mas que exige monitoramento constante. Médicos tomam medidas preventivas contra trombose venosa — coágulos nas veias — risco adicional em pacientes acamados.
Família cobra humanidade — Moraes fecha a porta
O filho Flávio Bolsonaro já havia protocolado pedido de prisão domiciliar humanitária ao ministro Alexandre de Moraes do STF. O pedido foi negado. A família afirma que o pai escapou por pouco de um desfecho trágico e que manter um cidadão doente em custódia quando sua vida corre risco é uma crueldade desnecessária. Para milhões de brasileiros que acompanham o caso, a negativa do ministro tem sabor de perseguição política.
Bolsonaro está preso preventivamente no âmbito dos processos que correm no STF. A defesa insiste que o estado de saúde justifica o tratamento diferenciado previsto em lei para casos humanitários. A família permanece em vigília, e o Brasil conservador torce pela recuperação do ex-presidente enquanto aguarda uma decisão que respeite, ao menos, a dignidade humana.