💣 FUX DETONA NO STF: “Políticos do Rio Vão ao Inferno Acompanhados de Altas Autoridades” — Gilmar Revela Mesada de Bicheiros a Deputados
O julgamento sobre o destino político do Rio de Janeiro no STF virou um campo minado de declarações explosivas nesta quinta-feira (9). O ministro Luiz Fux saiu em defesa dos políticos fluminenses com uma frase que vai ecoar por semanas — e o ministro Gilmar Mendes revelou um dado bombástico sobre a corrupção na Assembleia Legislativa do Rio.
Fux: “Vão ao Inferno Acompanhados”
Durante o julgamento, alguns ministros fizeram comentários críticos sobre a situação política do Rio de Janeiro, citando a influência do crime organizado — facções, milícias e jogo do bicho — na política estadual.
Fux, carioca de nascença, reagiu com indignação:
“Há bons políticos no estado do Rio de Janeiro, que representam o estado na Câmara Federal, são excelentes políticos. De sorte que, se esses políticos tiverem que ir para o inferno, eles vão acompanhados de altas autoridades.”
O ministro também rebateu colegas que demonstraram “perplexidade” com a situação política fluminense, dizendo que eles não teriam a mesma reação se tivessem participado de julgamentos como o Mensalão e a Operação Lava Jato.
“Eu sou carioca de nascença e eu verifiquei que houve uma manifestação de profundo descrédito em relação ao Rio de Janeiro de forma generalizada”, disse Fux.
Gilmar: 34 Deputados Recebiam Mesada do Jogo do Bicho
O ministro Gilmar Mendes foi ainda mais longe. Ele revelou que ouviu diretamente de um diretor da Polícia Federal que entre 32 e 34 parlamentares da Alerj recebiam mesadas do jogo do bicho.
“O presidente da Assembleia [Rodrigo Bacellar] está preso. Eu conversava com o diretor-geral da Polícia Federal que dizia que 32 ou 34 parlamentares da Assembleia recebiam mesada do jogo do bicho”, afirmou Mendes.
Gilmar não citou nomes nem especificou quando ocorreu a conversa. O G1 entrou em contato com a PF e a Alerj, que não se manifestaram até o fechamento desta edição.
Em tom de desabafo, Gilmar ainda disse: “Deus tenha piedade do Rio de Janeiro. Isso não pode ser causa de decidir, mas é preciso ter isso como motivo.”
O Contexto do Julgamento
As declarações ocorreram durante o julgamento que vai definir se o próximo governador do Rio será escolhido por eleição direta (voto popular) ou indireta (pelos deputados estaduais). O placar estava 4 a 1 pela eleição indireta quando o ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu o processo.
Fontes: G1, Gazeta do Povo — 9 de abril de 2026