🏛️ DINO TRAVA O RIO: STF Tem 4 a 1 por Eleição Indireta, mas Ministro Pede Vista e Adia Decisão
O Supremo Tribunal Federal (STF) estava prestes a definir o destino político do Rio de Janeiro, mas o ministro Flávio Dino pediu vista do processo nesta quinta-feira (9) e suspendeu o julgamento que decidirá como será escolhido o próximo governador do estado.
O Placar Até Agora
Antes do pedido de vista de Dino, o placar estava 4 a 1 favorável à eleição indireta — ou seja, a escolha do novo governador seria feita pelos deputados estaduais da Alerj, e não pelo voto popular direto.
Votaram pela eleição indireta:
- Luiz Fux — defendeu escolha pela Assembleia Legislativa
- André Mendonça — acompanhou Fux
- Nunes Marques — entendeu que a lei estadual do RJ prevê eleição indireta
- Cármen Lúcia — também votou pela via indireta
Votou pela eleição direta (voto popular):
- Cristiano Zanin — único a defender que o povo deve escolher
Por Que Dino Travou?
Dino argumentou que é preciso aguardar a publicação do acórdão do TSE sobre a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL), que deixou o cargo um dia antes de ser julgado pelo tribunal eleitoral. Para o ministro, é necessário saber se o TSE reconheceu a renúncia como legítima antes de decidir o formato da eleição.
Ainda precisam votar: Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Edson Fachin (presidente do STF).
Quem Governa o Rio Enquanto Isso?
Enquanto o julgamento não é retomado, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, exerce interinamente o cargo de governador do estado.
O Contexto
A crise política no Rio se aprofundou após a renúncia de Cláudio Castro e a cassação do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (PL), que está preso. O PSD, partido do governador de Goiás Ronaldo Caiado, foi quem levou as ações ao STF pedindo eleição direta — numa jogada que favoreceria candidatos do partido nas eleições de 2026.
Fontes: G1, Gazeta do Povo, CNN Brasil — 9 de abril de 2026