🚨 BASTIDORES DO 8/1: Temer Revela que Motta Ligou Para Ele e Articulou Dosimetria Diretamente com o STF — Alcolumbre Trava Veto Para Barrar CPMI do Master
O ex-presidente Michel Temer (MDB) abriu o jogo em entrevista ao podcast da Warren Investimentos, concedida na segunda-feira (6), e revelou os bastidores da substituição do projeto de anistia pela dosimetria das penas dos condenados pelo 8 de Janeiro — que depois foi vetada pelo presidente Lula.
Motta Ligou Para Temer e Iniciou a Articulação
Segundo Temer, tudo começou após sua entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura, em que defendeu a redução de penas para os condenados. Dois dias depois, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ligou pessoalmente para ele — anunciando Paulinho da Força como relator de um novo texto nesse sentido.
Foi então que Temer sugeriu a articulação direta com o STF:
“Eu disse: ‘Vocês precisam conversar com o Supremo, porque vocês produzem um ato aqui sem o diálogo com o Supremo, vai acontecer o seguinte: o Supremo vai derrubar, tem que ser uma coisa de comum acordo'”, revelou Temer.
De acordo com o ex-presidente, Paulinho da Força e Aécio Neves (PSDB-MG) entraram em contato com o STF, o texto foi ajustado, a dosimetria aprovada no Congresso — e depois vetada por Lula.
Alcolumbre Usa Veto Como Moeda de Troca Para Barrar CPMI do Master
A revelação mais explosiva, porém, é o que acontece agora: a derrubada do veto de Lula à dosimetria depende do senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Congresso, agendar uma sessão conjunta.
Segundo membros da oposição, Alcolumbre estaria usando o veto à dosimetria como moeda de troca — se recusando a pautá-lo enquanto houver pressão para instaurar uma CPMI sobre o Banco Master.
- O veto à redução de penas dos presos do 8/1 continua em vigor
- A CPMI do Master, que poderia expor ligações entre Moraes, Toffoli e Vorcaro, segue travada
- Alcolumbre controla o timing de ambas as pautas
O Criador do Monstro Fala
Temer também foi questionado sobre a crise institucional do STF. O emedebista reconheceu que há uma “desarmonia entre os poderes”, que considera inconstitucional por si só:
“Se há desarmonia entre os poderes, há uma inconstitucionalidade, porque a Constituição determina a harmonia entre os poderes”, afirmou.
A fala tem peso simbólico: foi Temer quem indicou Alexandre de Moraes ao STF, quando era presidente. O mesmo Moraes que depois condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão.
O Que Está em Jogo
- Dosimetria do 8/1: redução de penas aprovada no Congresso, vetada por Lula, aguarda sessão conjunta para derrubada do veto
- CPMI do Master: investigaria relações entre Vorcaro, Moraes e Toffoli — travada por Alcolumbre
- Bastidores: Motta articulou diretamente com STF o texto que foi aprovado
Fontes: Gazeta do Povo, Warren Investimentos Podcast (entrevista de 06/04/2026)