🛢️ PETROBRAS DEMITE DIRETOR DO ESCÂNDALO DO GÁS: Leilão com 100% de Ágio Custou Cargo de Executivo que Ignorou Ordens do Governo
A Petrobras demitiu na noite desta segunda-feira (6) o diretor executivo de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Romeo Schlosser, responsável pelo leilão de gás liquefeito de petróleo (GLP) que gerou escândalo nacional. O certame, realizado em 31 de março, teve ágio superior a 100% — o gás de cozinha foi vendido para distribuidoras por mais do dobro do preço de tabela.
A demissão ocorreu após reunião do Conselho de Administração da estatal e veio dias depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamar o episódio de “cretinice, bandidagem”, afirmando que o leilão foi realizado contra as orientações da empresa. O próprio governo estudava, àquela altura, medidas para conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Irã — e o leilão foi na contramão de tudo isso.
O caso expõe a bagunça interna na Petrobras: um diretor nomeado ainda na gestão Jean Paul Prates, em 2023, resistiu às pressões e fez o leilão mesmo assim. A ANP chegou a fiscalizar as refinarias da empresa para apurar “suspeitas de práticas de preços com ágios elevados”. No mesmo dia da demissão, o governo anunciou zeragem de impostos e subsídios para o diesel e o gás de cozinha — a conta do caos, como sempre, vai para o trabalhador.
Quem Assume o Lugar
A diretora executiva de Transição Energética e Sustentabilidade, Angélica Laureano, assumiu interinamente a diretoria de Logística, Comercialização e Mercados. O Conselho de Administração também elegeu Marcelo Weick Pogliese como novo presidente do colegiado, em substituição a Bruno Moretti — que saiu para assumir o Ministério do Planejamento após a debandada de Simone Tebet rumo ao Senado.
Guerra no Irã Pressiona Combustíveis
O leilão ocorreu em um momento de escalada internacional dos preços do petróleo, pressionados pelo conflito no Oriente Médio. Com o Estreito de Ormuz ameaçado, os mercados globais reagiram com alta nas cotações, e o Brasil — país exportador e importador ao mesmo tempo — sentiu o impacto direto. A família trabalhadora paga na bomba e no botijão os erros e a desorganização da gestão Lula na maior estatal do país.