🏦 BRB FOGE DA CPI: Presidente do Banco Não Comparece, É Convocado à Força — Rombo do Master Envolve R$ 12 Bilhões
O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, e o secretário adjunto de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaías de Carvalho, faltaram nesta terça-feira (7) à audiência pública na Câmara Legislativa do DF — mesmo após terem prometido publicamente que compareceriam para explicar o rombo envolvendo a tentativa fracassada de compra do Banco Master. A reação foi imediata: a CCJ da Câmara Distrital aprovou a convocação forçada dos dois.
“A ausência dos convidados é um desrespeito ao cidadão do DF, que tem o direito de saber o que está acontecendo com o BRB”, disse o deputado distrital Thiago Manzoni (PL), presidente da comissão. O BRB é um banco público que movimenta bilhões de reais e é peça central na economia do Distrito Federal. Qualquer prejuízo sai do bolso do trabalhador brasiliense.
O banco enfrenta crise de liquidez após comprar bilhões em créditos e ativos de baixa qualidade do Banco Master — operação investigada pela Polícia Federal por suspeita de fraude. O valor envolvido chega a R$ 12,2 bilhões. Quando os parlamentares pediram documentos ao BRB para entender o caso, levaram uma porta na cara: respostas sempre negativas, escudadas em “sigilo”.
CPMI e Ex-Governador Também Somem
O ex-governador do DF Ibaneis Rocha também não apareceu nesta terça-feira na CPMI do Crime Organizado, no Congresso Nacional — era a terceira vez que fugia da convocação. A CPMI também aprovou sua convocação forçada. Ibaneis é apontado como o principal articulador político para que os projetos de lei que viabilizaram a operação BRB-Master fossem aprovados às pressas na Câmara Legislativa do DF.
BC Barrou a Compra — Mas os Danos Já Estavam Feitos
O Banco Central impediu a compra do Banco Master pelo BRB, mas os ativos podres já tinham sido adquiridos. A Polícia Federal apura se houve fraude nas negociações. O caso é mais um capítulo da saga do Master, controlado por Daniel Vorcaro, cujos celulares entregues na delação guardam 8 mil vídeos e mensagens com ministros do STF e outras autoridades — um esquema que está longe de ser totalmente revelado.