🇺🇸 TRUMP MANTÉM PRESSÃO: “Ataque Não Para as Negociações” — Mas Ultimato de 48h Segue de Pé
Washington/Teerã, 4 de abril — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado que o abate de dois aviões militares americanos pelo Irã não interrompe as negociações em curso entre os dois países. A declaração surpreendeu analistas, mas o ultimato de 48 horas que Trump impôs ao regime iraniano continua válido.
O Que Trump Disse
Em declaração divulgada neste sábado, Trump foi categórico: o episódio militar “não atrapalha” o processo diplomático. Segundo o presidente americano, os canais de diálogo seguem abertos — mas o prazo dado ao Irã para ceder às exigências nucleares não foi cancelado.
Na semana passada, Trump havia emitido um ultimato ao regime de Teerã, ameaçando ataques a instalações energéticas iranianas caso o Irã não cedesse nas negociações sobre o programa nuclear. O prazo foi posteriormente estendido por 48 horas.
A Crise em Números
- Irã confirmou ter derrubado dois aviões militares dos EUA na sexta-feira (3)
- Um piloto americano permanece desaparecido no sul do Irã
- Dois outros aviadores foram resgatados com sucesso após ejetarem
- Iranianos atiraram contra helicópteros americanos durante a missão de busca e resgate
- O Estreito de Ormuz segue sob forte restrição — responsável por 20% do petróleo global
Duplo Jogo Diplomático
Especialistas interpretam a declaração de Trump como uma manobra de pressão dupla: manter o diálogo aberto enquanto sustenta a ameaça militar. O Irã já declarou que não cumprirá as determinações americanas, elevando o risco de uma escalada ainda maior no conflito.
A crise tem impacto direto nos mercados: o petróleo disparou nas últimas sessões diante do risco de fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o abastecimento global de energia.
O Que Vem a Seguir
Com o prazo se encerrando nas próximas horas, o mundo aguarda a próxima jogada. Se o Irã não ceder, Trump terá que decidir entre agir militarmente — com riscos de guerra aberta — ou recuar, o que enfraqueceria sua posição de força no Oriente Médio.
Fontes: G1/Globo, Gazeta do Povo — 4 de abril de 2026