🚨 FILHA DE 7 ANOS DA PM GISELE AGUARDA PENSÃO — Assassino Aposentado com R$ 21 Mil Por Mês e Tarcísio Diz: “Deve Apodrecer na Cadeia”
A filha de 7 anos da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, morta em circunstâncias de feminicídio em 18 de fevereiro, aguarda na fila do Instituto SPPrev para receber a pensão a que tem direito por lei — enquanto o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso preventivamente por suspeita de ter matado a mãe da criança, foi aposentado pela PM com salário integral de aproximadamente R$ 21 mil por mês.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) reagiu com indignação ao saber da aposentadoria do oficial. “Nosso desejo é que ele seja condenado exemplarmente, porque o que ele cometeu foi um crime bárbaro. Deve apodrecer pelo resto da vida na cadeia”, afirmou Tarcísio durante agenda em Campos do Jordão.
A Burocracia que Protege o Suspeito
O pedido de aposentadoria foi feito pelo próprio tenente-coronel à corporação, com base no tempo de serviço. O salário bruto de Neto foi de R$ 28,9 mil em fevereiro — com a proporcionalidade da aposentadoria, o valor cai para cerca de R$ 21 mil mensais pagos pelo contribuinte paulista.
Já a filha de Gisele protocolou o pedido de pensão em 6 de março. O prazo mínimo informado pelo SPPrev para análise e concessão: 120 dias. Após pressão pública, o governo de SP informou que o primeiro pagamento será efetuado no dia 8 de abril.
Revolta da Família
O pai de Gisele, José Simonal Telles, questionou em depoimento à TV Globo: “Você acha justo a população do estado de São Paulo pagar salário para um monstro desse, covarde que matou sua mulher e colega de farda porque disse não pra ele? Para aposentar ele foi rápido. Para a minha filha sobrou o caixão e o luto para a família.”
A mãe, Marinalva Vieira, completou: “É muito revoltante ver um assassino desse ser aposentado assim tão rápido.”
O Caso
Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o marido, no Brás, Zona Leste de SP. O tenente-coronel afirmou que ela teria se suicidado, mas marcas de agressão, manchas de sangue em posições incompatíveis com o relato e contradições no depoimento levaram à prisão preventiva em 18 de março.
A PM afirma que a aposentadoria não impede a expulsão da corporação — mas perder o salário depende de decisão judicial definitiva. Tarcísio defendeu ainda que o oficial perca o posto e a patente.
Fontes
- G1 Globo — 03/04/2026
- Gazeta do Povo — 03/04/2026
- Folha de S. Paulo — 02/04/2026