🚨 ONU VOTA ORMUZ: China, Rússia e França Bloqueiam Resolução — Irã Chama de “Ação Provocativa” e Petróleo Segue em Alta
O Conselho de Segurança da ONU votou nesta sexta-feira (3) uma resolução proposta pelo Bahrein que autorizaria o uso de força para garantir a livre navegação no Estreito de Ormuz. A iniciativa esbarra na oposição de China, Rússia e França — os três com poder de veto —, colocando em xeque qualquer ação militar coordenada internacionalmente.
O Que Foi Votado
A resolução estipula que países podem usar “todos os meios defensivos necessários” para proteger navios comerciais no Estreito de Ormuz. O texto propõe aplicação por pelo menos seis meses.
O enviado da China à ONU, Fu Cong, afirmou que autorizar contra-ataques “legitimaria o uso ilegal e indiscriminado da força” e levaria a uma escalada com “graves consequências”. França e Rússia acompanham a posição contrária.
Reação do Irã
O chanceler iraniano Abbas Araghchi foi direto: “Qualquer ação provocativa por parte dos agressores, inclusive no Conselho de Segurança da ONU, só irá complicar ainda mais a situação”.
O Irã controla a maior parte do canal de Ormuz, por onde passam cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumidos no mundo. Desde o início da guerra, o regime tem atacado navios comerciais e implantado minas navais, fechando praticamente toda a rota.
Trump: EUA Podem Reabrir Ormuz Sozinhos
Ainda nesta sexta, Trump publicou no Truth Social: “Com um pouco mais de tempo, podemos facilmente ABRIR O ESTREITO DE ORMUZ, EXTRAIR O PETRÓLEO E FAZER UMA FORTUNA”. A declaração representa uma mudança de postura — anteriormente o presidente cobrava que países asiáticos e europeus assumissem a responsabilidade.
Em outra publicação, Trump afirmou que as Forças Armadas americanas “ainda nem começaram a destruir o que sobrou” do Irã, e sinalizou que pontes e usinas elétricas continuam na mira.
Contexto da Crise
- Petróleo: barril chegou a US$ 109 na quinta-feira (2), máxima histórica recente
- Deslocados: mais de 1,2 milhão de libaneses fugiram dos bombardeios israelenses
- Israel: realizou mais de 70 bombardeios em Teerã nas últimas 24h e declarou que “não vai parar”
- Conflito: chega ao 34º dia sem acordo de cessar-fogo à vista
Fontes: G1/Globo, Jovem Pan, Gazeta do Povo, Estadão Conteúdo