🤝 VALDEMAR CONFESSA: “Mudei de Opinião Sobre Moro Porque Precisamos dos Votos Dele” — Presidente do PL Revela Cálculo Pragmático por Trás da Aliança com Ex-Juiz no Paraná
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, fez uma revelação surpreendente ao justificar publicamente sua mudança de posição em relação ao senador Sergio Moro (PL-PR): o dirigente admitiu que passou a apoiar o ex-juiz simplesmente porque o partido precisa dos votos dele para vencer as eleições de 2026.
“Mudei porque precisamos dos votos”
Em entrevista ao portal Metrópoles, Valdemar Costa Neto foi direto ao ponto ao explicar o que o fez virar a página após anos de embates com Moro.
“Mudei [de opinião]. Sabe por quê? Porque nós precisamos dos votos dele. Nós só vamos melhorar o país se nós tivermos maioria”, disse o dirigente, revelando um cálculo puramente pragmático por trás da aliança.
Segundo Valdemar, Moro lhe disse que “não vai ser juiz, vai ser governador”. O dirigente acredita que o senador tem potencial para vencer a eleição no Paraná ainda no primeiro turno — algo que pesquisas recentes confirmam, com Moro apontado como favorito com mais de 51% pelo AtlasIntel.
O contexto da aliança: Ratinho Junior saiu do caminho
A articulação entre o PL e Moro só se tornou viável após o governador Ratinho Junior (PSD) anunciar — e depois recuar — de sua pré-candidatura à Presidência da República.
“O Ratinho chegou para nós e falou que ia sair candidato. Então, como é que nós íamos ficar no Paraná, se ele era candidato a presidente? Ele ia levar todos os votos do Paraná, não ia sobrar nada para nós”, explicou Valdemar.
Com Ratinho fora da corrida presidencial, o PL ficou livre para apoiar Moro no Paraná. O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), candidato à Presidência, ganha assim um palanque sólido no estado, que tem um dos maiores colégios eleitorais do sul do Brasil.
Do pedido de cassação à aliança — uma reviravolta histórica
A reconciliação é notável dado o histórico de conflitos entre as duas partes. Em 2024, o próprio PL pediu a cassação de Moro no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná por suposto abuso de poder econômico. O pedido foi rejeitado pelo TRE-PR e pelo TSE.
Além disso, Moro chegou a afirmar publicamente que “alguém que foi condenado criminalmente por receber suborno manda no presidente da República”, em clara referência a Valdemar, que cumpriu pena por corrupção ativa no escândalo do Mensalão.
Apesar de tudo isso, Valdemar disse que a relação melhorou. O dirigente revelou ainda que Moro teria ajudado a barrar sua convocação à CPI do Crime Organizado no Senado, com placar de seis a cinco contra a convocação, decisivo para protegê-lo de depoimento que poderia ser constrangedor dado o financiamento da campanha de Bolsonaro por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro.
Estratégia eleitoral: direita unida contra Lula
Para Valdemar, o acordo com Moro é parte de uma estratégia maior para garantir que a direita vença as eleições de outubro sem depender de margens apertadas.
“Nós vamos ganhar a eleição, mas não com 10 milhões de votos na frente. Nós temos que tomar cuidado, porque na outra eleição nós perdemos na casca”, alertou o dirigente, lembrando a derrota de Bolsonaro para Lula em 2022 por margem inferior a 2 pontos percentuais.
- Moro foi filiado ao PL em março de 2026 e confirmou candidatura ao governo do Paraná
- AtlasIntel aponta Moro com mais de 51% no Paraná, favorito para vencer no 1º turno
- Flávio Bolsonaro lidera as pesquisas nacionais contra Lula, inclusive no Paraná
- A aliança Flávio-Moro é considerada estratégica para o projeto presidencial da oposição
Fontes: Gazeta do Povo, Metrópoles