O Irã declarou nesta quinta-feira (2) que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado no longo prazo para os Estados Unidos e Israel, enquanto um grupo de 40 países — sem a presença americana — se reuniu para discutir ações conjuntas para reabrir a principal via marítima do petróleo mundial.
Irã Endurece Posição
As forças militares do Irã afirmaram que o Estreito não será reaberto “por meio das encenações ridículas” do presidente Donald Trump. A declaração veio um dia após a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) reafirmar que mantém o “pleno controle” da hidrovia e rejeitar qualquer reabertura nos termos propostos pelos EUA.
O Estreito de Ormuz está fechado há mais de um mês, desde o início da guerra em 28 de fevereiro, em retaliação aos ataques de Israel e dos Estados Unidos.
40 Países Se Mobilizam Sem os EUA
Em reunião virtual convocada pelo Reino Unido, cerca de 40 nações — incluindo França, Alemanha, Canadá, Emirados Árabes Unidos e Índia — discutiram como forçar a reabertura da hidrovia sem depender de Washington.
A ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, presidiu o encontro e afirmou que o Irã está “mantendo a economia global como refém” com o bloqueio que afeta cerca de 20% do consumo mundial de petróleo — aproximadamente 20 milhões de barris por dia.
Embora a reunião tenha terminado sem acordo específico, houve consenso de que o Irã não deve cobrar taxas de trânsito e que todas as nações devem ter livre passagem. A próxima etapa ocorrerá na semana que vem, quando planejadores militares discutirão opções, incluindo limpeza de minas e escolta de navios comerciais.
Trump Abandona a Liderança
Trump declarou na quarta-feira (1°) que o Estreito poderia se abrir “naturalmente” e que era responsabilidade dos outros países dependentes garantir a abertura — posição que isolou os EUA da coalizão que está se formando.
Impactos para o Brasil
O bloqueio pressiona diretamente os preços do petróleo, que já superam US$ 109 o barril, com impactos em passagens aéreas, combustíveis e alimentos no Brasil.
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Fontes: Jovem Pan, Gazeta do Povo, G1/Globo, Reuters