🐍 PACHECO SE FILIA AO PSB E ENTRA NO TIME DE LULA EM MINAS: Ex-Presidente do Senado Abandona o PSD e Mira Palácio Tiradentes
O senador Rodrigo Pacheco oficializou nesta quarta-feira (1º/4) sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), na sede da sigla em Brasília, num evento com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e do presidente do partido, João Campos. A movimentação confirma o alinhamento de Pacheco ao projeto de reeleição do presidente Lula e coloca o ex-presidente do Senado como potencial candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições de outubro de 2026.
Janela partidária às vésperas do prazo final
A filiação ocorreu sob pressão do calendário eleitoral: a janela partidária encerra no dia 4 de abril, e qualquer nome que pretenda disputar as eleições deve estar filiado até lá. Pacheco havia deixado o PSD — partido de Gilberto Kassab — após quatro anos e meio, e chegou a sinalizar interesse no União Brasil, mas recuou diante da divisão interna da legenda entre apoiar Flávio Bolsonaro ou manter neutralidade. O PSB, que já conta com a ex-ministra Simone Tebet entre os novos filiados, surge como o veículo escolhido pelo grupo de Lula para conquistar Minas Gerais — estado fundamental para qualquer vitória presidencial.
Missão: derrubar Zema e eleger Lula em Minas
Minas Gerais é um estado-pêndulo decisivo e, há anos, reduto do voto conservador impulsionado pelo governador Romeu Zema (Novo) e por lideranças como Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira. A estratégia do PT é usar Pacheco como nome palatável ao eleitor mineiro moderado, mas críticos apontam que a filiação é oportunista e que o senador nunca escondeu seu alinhamento com o governo federal. “Pacheco chegou ao PSB para viabilizar o palanque de Lula em Minas”, definiu o Correio Braziliense. O próprio senador evitou confirmar publicamente a candidatura ao Tiradentes, afirmando que a decisão caberá “aos agentes políticos” do estado.
Campo da direita reage
A chegada de Pacheco ao PSB reforça a formação de um bloco de esquerda em Minas Gerais que tentará barrar o crescimento da direita no estado, que tem em Nikolas Ferreira e na possível candidatura de Zema os maiores ativos eleitorais do campo conservador. Para a oposição, a movimentação é mais uma demonstração de que o PT e seus aliados estão em modo desespero diante dos números nas pesquisas — e que precisam de Minas para ter qualquer chance real em outubro. O campo conservador, liderado por Flávio Bolsonaro e articulado com o estrategista de Trump, já enxerga o estado como território favorável à virada.