💰 TCU EXPÕE OMISSÃO DO BC NO CASO MASTER: Documentos Revelam que Banco Central “Ficou Assistindo” Banco Fraudar por Mais de Um Ano
Documentos do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MP TCU), enviados à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, apontam grave omissão do Banco Central do Brasil na fiscalização do Banco Master, liquidado extrajudicialmente em novembro de 2025. As representações começam a ser analisadas pelo colegiado nesta semana e revelam um quadro alarmante de descaso da autoridade monetária com a proteção dos trabalhadores e investidores brasileiros.
BC “ficou assistindo” Master descumprir regras por mais de um ano
Segundo o subprocurador-geral Lucas Furtado, há indícios de “eventual omissão do Banco Central ao não acompanhar e não divulgar a avaliação de risco das operações promovidas pelo Master”, com vistas a proteger investidores, como o fundo Rioprevidência — que chegou a alocar R$ 1,1 bilhão em letras financeiras do banco. Fontes técnicas ligadas ao TCU foram ainda mais duras: “O BC ficou assistindo o Master descumprir as regras de depósito compulsório por mais de um ano, enviando vários ofícios com advertências. Isso não é atuação de um BC diligente”, disse um especialista ao Correio Braziliense sob anonimato.
BRB em risco: banco público pode ser liquidado
A situação do Banco de Brasília (BRB), controlado pelo Governo do Distrito Federal, é igualmente grave. O BRB foi utilizado como instrumento para absorver o esqueleto do Master, numa operação questionada pelos procuradores de contas. O banco público corre risco de liquidação pelo BC se a capitalização orquestrada pelo GDF não for concretizada. Os balanços do segundo semestre de 2025, atrasados, eram esperados para o final de março, e o mercado aguarda a extensão do prejuízo. “Se comprar o Master fosse bom negócio, algum banco privado já teria comprado. Não seria o BRB que iria comprar. Banco público só aparece nessas horas para passar o mico para os cidadãos”, resumiu uma fonte próxima às investigações.
Escândalo político e bilhões em risco
O escândalo do Banco Master envolve o empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição, e levanta questões sobre a proteção dada pelo sistema financeiro a interesses privados às custas do trabalhador e do contribuinte. O procurador Júlio Marcelo de Oliveira foi enfático: “A utilização de patrimônio da coletividade não pode servir para a proteção de patrimônio privado. Isso configura distorção que deve ser rejeitada.” O Banco Central, por sua vez, não comentou as críticas sobre omissão. O caso segue sendo investigado pelo TCU, pelo Senado e pelo Judiciário — e promete ser um dos maiores escândalos financeiros da história recente do Brasil.