🚨 CPMI REVELA BANCO CLANDESTINO DE R$39 BILHÕES LIGADO AO PCC: Ex-Assessor de Alcolumbre Recebeu R$3 Milhões da Rede
O relatório final da CPMI do INSS, divulgado na sexta-feira (27), revelou a existência de uma rede criminosa de lavagem de dinheiro que operava como um verdadeiro “banco clandestino” — movimentando aproximadamente R$39 bilhões — com conexões com operadores financeiros suspeitos já identificados em investigações contra o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Rede de 40 Empresas a Serviço dos Fraudadores
Segundo o documento aprovado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), a estrutura criminosa era formada por cerca de 40 empresas que criavam aparência de legalidade para dinheiro proveniente das fraudes no INSS. O dinheiro passava por diversas transferências entre essas empresas para dificultar o rastreio e era enviado para corretoras de câmbio, operadores financeiros e fintechs que negociavam criptoativos e moedas estrangeiras.
A empresa ARPAR foi apontada como ponto central da rede após ter recebido R$150 milhões de Antônio Camilo, o “Careca do INSS”, considerado o principal operador do esquema de furto das aposentadorias.
Ex-Assessor de Alcolumbre Recebeu R$3 Milhões
Entre as revelações mais explosivas do relatório está o pagamento de R$3 milhões para Paulo Augusto de Araújo Boudens, ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo a CPMI, os valores foram transferidos sem que fosse detectada qualquer prestação de serviço que justificasse o pagamento.
“É premente a necessidade de os órgãos competentes investigarem a motivação de uma empresa de fachada depositar valores milionários para um dos principais assessores de um Senador da República”, diz o relatório.
Blindagem que Impediu as Investigações
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) denunciou que ao menos quatro pedidos de convocação de Boudens foram apresentados por parlamentares, mas nenhum foi sequer apreciado. Uma tentativa de quebra de sigilo do ex-assessor também foi rejeitada em outubro de 2025.
“Até censura aconteceu, porque eu expus a razão desse conflito de interesse, que não foi prorrogada porque chegou no andar de cima”, afirmou Girão, sugerindo que o encerramento da CPMI foi articulado para evitar o aprofundamento das investigações.
Conexão com o PCC
A CPMI revelou ainda que a rede usava operadores financeiros suspeitos já identificados em investigações contra o PCC, indicando que o banco clandestino atuava não apenas para os fraudadores do INSS, mas para uma ampla gama de agentes criminosos. Os objetivos incluíam criar aparência de legalidade para dinheiro ilícito e retirar grandes somas do Brasil por meio de complexas operações financeiras.
Indiciamentos e Próximos Passos
O relatório final da CPMI, com mais de 4 mil páginas, inclui 216 indiciamentos — entre eles Lulinho (filho do presidente Lula), Vorcaro (dono do Banco Master) e o “Careca do INSS”. Caso o parecer seja aprovado hoje (28), último dia dos trabalhos da comissão, os pedidos serão encaminhados à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal.
- Rede de lavagem movimentou cerca de R$39 bilhões em 40 empresas
- Conexão com operadores suspeitos ligados ao PCC
- Ex-assessor de Alcolumbre recebeu R$3 mi sem justificativa
- Convocações do ex-assessor bloqueadas pelo PT na CPMI
- Relatório final entregue com mais de 4 mil páginas
Fontes: Gazeta do Povo, relatório final da CPMI do INSS (28/03/2026)