O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, reagiu com dureza ao relatório alternativo apresentado pelo bloco governista na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta sexta-feira (27). Para o senador, a peça não passa de uma manobra política para proteger o presidente Lula e seu filho, Fábio Luís da Silva — o Lulinho.
Em nota divulgada durante a madrugada, enquanto a sessão ainda se estendia, Flávio foi categórico: “O relatório governista não passa de uma tentativa desesperada de desviar a atenção e proteger Lula e o seu filho. Se existe uma organização criminosa nesse caso, o capo está sentado na principal cadeira do Palácio do Planalto.” A afirmação gerou imediata repercussão no plenário e nas redes sociais.
O senador lembrou que, enquanto a oposição apurava o esquema que desviou dinheiro de aposentados e trabalhadores, o governo agiu para barrar as investigações. Segundo Flávio, Lula teria retirado Lulinho do País às pressas e tentado encerrar os trabalhos da CPMI — dois fatos que, na avaliação do pré-candidato, demonstram consciência de culpa.
O Relatório da Oposição: 228 Indiciados
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresentou parecer final pedindo o indiciamento de 228 pessoas, entre elas Lulinho, o banqueiro Daniel Vorcaro (Banco Master), o senador Weverton Rocha (PDT-MA) e parlamentares da base governista. O relatório alternativo do PT, por sua vez, mira a gestão de Jair Bolsonaro, em claro esforço para emplacar a narrativa de que o esquema teria raízes no governo anterior.
Para o cidadão comum — o trabalhador e o aposentado que teve centenas de reais descontados ilegalmente da sua aposentadoria —, o que fica é a certeza de que o esquema foi tolerado por quem deveria protegê-los. A CPMI termina com o relatório aprovado e a longa lista de indiciados nas mãos do Ministério Público.