OPERAÇÃO VEM DIESEL: PF Bate em Postos de 11 Estados e DF Contra Cartel — Trabalhador Paga R$ 7,26 no Litro Enquanto Governo Cria Imposto sobre Imposto
A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira (27) a Operação Vem Diesel, ação que fiscalizou postos de combustíveis no Distrito Federal e nas capitais de 11 estados brasileiros. A ação contou com apoio da Senacon e da ANP e mirou duas práticas que prejudicam diretamente o trabalhador: aumento abusivo de preços nas bombas e formação de cartel, quando postos concorrentes combinam preços para controlar o mercado.
Por Que o Diesel Está nas Alturas
O preço médio do diesel comum chegou a R$ 7,26 por litro segundo levantamento da ANP — alta de R$ 0,46 em uma semana, um aumento de 6,76%. O motivo é uma combinação explosiva: a guerra no Oriente Médio que derrubou o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, o reajuste da Petrobras válido desde 14 de março, e a própria política tributária do governo Lula, que criou um novo imposto sobre petróleo para bancar o subsídio do diesel. Em resumo: o governo taxa para depois subsidiar, e o trabalhador paga duas vezes.
Punição Pesada — Mas Quem é o Maior Culpado?
As multas para preço abusivo comprovado podem variar entre R$ 50 mil e R$ 500 milhões, dependendo da gravidade e do porte do infrator. O ministro da Justiça prometeu mão firme. Mas a questão que fica sem resposta é: quem pune o governo por criar um sistema de bitributação que encarece o combustível na origem, antes de chegar à bomba?
O diesel caro não afeta só quem abastece o carro. Ele encarece o frete, o alimento na prateleira, a obra, o transporte público. É o trabalhador brasileiro, especialmente o mais pobre, quem sente o impacto no bolso todo dia. Fiscalizar o posto é necessário. Mas o problema começa em Brasília — e a PF não opera por lá.