🚨 CASO MASTER: “Sicário” de Vorcaro Acumula R$ 11,9 Mi com Relógios de Luxo — Richard Mille de R$ 2 Mi e Patrimônio Cresceu 301%
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, aliado do banqueiro Daniel Vorcaro e investigado pela Polícia Federal no caso Banco Master, acumulou um patrimônio de R$ 11,9 milhões em cinco anos — crescimento de 301% — sendo mais da metade em uma coleção de relógios de luxo. As informações constam nas declarações de Imposto de Renda enviadas pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado, divulgadas nesta sexta-feira (27).
Patrimônio Inexplicável
Em 2019, o patrimônio declarado por Mourão era de R$ 2,9 milhões. Em 2024, saltou para R$ 11,9 milhões. O problema: a renda total declarada no período foi de apenas R$ 2,5 milhões — menos de um terço do aumento. Segundo apuração da PF, Mourão recebia R$ 1 milhão por mês de Vorcaro como pagamento por “serviços ilícitos” — valor que nunca apareceu nas declarações ao Fisco.
Coleção de Relógios Milionária
O acervo soma R$ 6,7 milhões e inclui:
- Richard Mille avaliado em R$ 2 milhões (comprado em 2024)
- Dois outros Richard Mille: R$ 1,2 milhão e R$ 1 milhão
- Dois Patek Philippe: R$ 900 mil e R$ 800 mil
- Quatro relógios Rolex, totalizando R$ 892 mil
Em 2024, Mourão declarou apenas as primeiras parcelas dos três relógios mais caros — ocultando o valor real dos bens ao fisco.
Retificações Suspeitas
As declarações apresentam irregularidades graves: em ao menos duas ocasiões, o patrimônio mais que dobrou após retificações. Em 2021, Mourão omitiu completamente da declaração original uma coleção de nove relógios avaliada em R$ 3,5 milhões. Além dos relógios, o patrimônio inclui R$ 1,6 milhão em cinco carros: Land Rover (R$ 550 mil), Audi Q8 e outros.
O Contexto: Caso Master em Chamas
O “Sicário” é figura central nas investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master. Vorcaro, dono do banco, iniciou esta semana depoimentos à PF em pré-delação — e sua defesa prometeu “não poupar ninguém”, incluindo o ministro Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, cujas relações próximas com o banqueiro foram expostas por mensagens vazadas.
Paralelamente, a ex-noiva de Vorcaro, Martha Graeff, segue desaparecida e ignorando convocações de duas CPIs. A CPI do Crime Organizado avalia acionar a polícia para condução coercitiva.
Fontes: G1/Globo, Gazeta do Povo