O apresentador Ratinho virou alvo de um processo no Ministério Público de São Paulo depois de comentar, ao vivo no SBT, a eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara. Ratinho questionou a legitimidade da parlamentar para ocupar o cargo — uma opinião que, em qualquer democracia saudável, caberia ao debate público, não à perseguição judicial.
A deputada, em vez de responder no campo das ideias, acionou o MP e concedeu entrevistas afirmando que a repercussão gerou uma “onda de ódio e violência”. O uso seletivo do aparato judicial para calar vozes discordantes já é uma marca registrada da esquerda no Brasil — e o caso Ratinho segue o mesmo roteiro.
Na Assembleia Legislativa de São Paulo, a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) protagonizou um protesto simbólico ao se pintar de marrom para questionar a lógica da identidade de gênero — e de raça. O gesto foi imediatamente classificado como “blackface” e alvo de ataques coordenados nas redes. O dado curioso: a própria Erika Hilton chamou a atitude de “repugnante” — mas silenciou quando veio à tona que ela própria teria alterado sua autodeclaração racial para acessar cotas destinadas a pardos.
Liberdade de expressão sob ataque
O padrão é sempre o mesmo: quando o discurso serve à pauta progressista, é protegido como “fala legítima”. Quando contraria, vira “ódio”, “violência” e matéria para promotores. O trabalhador brasileiro que assiste ao Ratinho há décadas sabe muito bem que o apresentador apenas disse o que pensa — e isso não pode ser crime numa democracia de verdade.
O episódio expõe um Brasil onde a liberdade de expressão está cada vez mais condicionada a quem fala e ao que defende. A conta, como sempre, chega primeiro para quem ousa discordar.