ELEIÇÕES 2026: Eduardo Paes, João Campos e Mais 4 Prefeitos de Capitais Abandonam Cargos para Disputar Governos
O prazo de desincompatibilização está varrendo o mapa político brasileiro. Com o primeiro turno das eleições marcado para outubro, prefeitos de capitais têm até 4 de abril para deixar seus cargos caso queiram disputar os governos estaduais — e a debandada já começou.
Eduardo Paes (PSD) oficializou nesta sexta-feira, 20, sua saída da prefeitura do Rio de Janeiro para tentar o governo fluminense. Quem assume é o vice Eduardo Cavaliere, que com apenas 31 anos se torna o prefeito mais jovem da história carioca. Em Recife, João Campos (PSB) também confirmou que abandona a capital pernambucana rumo ao Palácio do Campo das Princesas, deixando o cargo para o vice Victor Marques (PCdoB).
A lista segue: em João Pessoa, Cícero Lucena (MDB) renuncia para disputar o governo da Paraíba; em Manaus, David Almeida (Avante) faz o mesmo. No radar ainda aparecem Ricardo Nunes (SP), JHC (Maceió), Eduardo Braide (São Luís) e Arthur Henrique (Boa Vista) — todos avaliando a corrida estadual.
O que isso significa para o cidadão
Para o eleitor, o recado é claro: as prefeituras viraram trampolim. O cidadão vota num nome para gerir sua cidade e acorda, meses depois, com outro desconhecido no cargo. O prefeito eleito foi embora atrás de um cargo maior. A promessa de campanha ficou pra trás.
Em 2026, o Brasil terá pelo menos seis capitais com prefeitos que não foram eleitos para o cargo — uma distorção que o eleitorado conservador, acostumado a cobrar responsabilidade e continuidade, deveria ter na memória na hora de votar.
Quem assume?
- Rio de Janeiro: Eduardo Cavaliere (PSD), vice eleito
- Recife: Victor Marques (PCdoB), vice eleito
- João Pessoa: Leo Bezerra (PSB), vice eleito
- Manaus: Renato Júnior (Avante), vice eleito
A corrida para 2026 mal começou — e já está revelando quem veio para servir e quem veio para se servir.