GOVERNO LULA SE RECUSA A CLASSIFICAR PCC E CV COMO TERRORISTAS: Chanceler Alega ‘Soberania Nacional’ para Proteger Facções
O governo Lula voltou a dar um sinal preocupante para a segurança pública do país. O chanceler Mauro Vieira declarou que o Brasil não reconhecerá o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, contrariando o que os trabalhadores e famílias brasileiras clamam diante do avanço do crime organizado pelo território nacional.
Segundo Vieira, classificar as duas maiores facções criminosas do Brasil como terroristas poderia “ameaçar a soberania nacional” e “ferir a legislação”. A justificativa soa estranha para um governo que não hesita em usar o aparato do Estado contra cidadãos que levantaram a bandeira do Brasil nas ruas em 2022. Para a família brasileira que vive sob o terror do tráfico no cotidiano, o argumento jurídico do Itamaraty soa como proteção política às organizações criminosas.
A decisão vai na contramão de aliados internacionais do Brasil, como os Estados Unidos, que já designaram essas organizações como transnacionais perigosas. O PCC e o CV há muito cruzaram fronteiras: operam no Paraguai, Bolívia, Europa e têm conexões com cartéis mexicanos e colombianos. Negar o status de terroristas a essas facções é, na prática, facilitar a vida de quem financia o tráfico, o homicídio e o sequestro no Brasil. O trabalhador que paga impostos para o Estado protegê-lo segue refém — enquanto o governo debateu teoria jurídica em Brasília.
O que dizem especialistas
Delegados e especialistas em segurança pública apontam que a classificação como organização terrorista permitiria ao Brasil acionar tratados internacionais de cooperação, bloquear ativos no exterior e prender lideranças com mais facilidade. A resistência do governo Lula em adotar essa medida já é questionada há meses por forças de segurança estaduais e federais — que convivem diariamente com o poder de fogo e a influência política dessas facções.