🚨 RETALIAÇÃO NO CASO MASTER: MPT Investiga Caixa por Punir Funcionários que Barraram Negócio com Vorcaro
O Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou inquérito contra a Caixa Econômica Federal para apurar o rebaixamento de três funcionários da Caixa Asset, braço de investimento da estatal. Os gestores teriam sido removidos de suas funções após se posicionarem contra a compra de R$ 500 milhões em letras financeiras do Banco Master, em 2024.
Os funcionários afetados são Leonardo Silva, Mariangela Fraga e Daniel Gracio, que atuavam como gestores da Caixa Asset e foram contra o negócio antes da liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro.
O que o MPT exige da Caixa
Em notificação oficial, o MPT cobrou da Caixa Econômica Federal:
- Explicações sobre o rebaixamento dos três funcionários
- Cópia do processo administrativo que retirou os gestores de suas funções
- Informações sobre a situação funcional atual dos trabalhadores
- Cópia de eventual processo de apuração sobre declarações do presidente da Caixa, Carlos Vieira
Histórico do escândalo
Em novembro de 2025, o presidente da Caixa Carlos Vieira afirmou que transformar o caso em “questão midiática” não seria razoável. Antes disso, em outubro de 2025, o TCU multou o ex-diretor da Caixa Asset Igor Macedo Laino em R$ 10 mil por omitir informações relevantes sobre o Master para “enviesar a tomada de decisão”.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025. Vorcaro foi preso, solto com tornozeleira eletrônica e preso novamente em março de 2026. Ele atualmente negocia acordo de delação com a Polícia Federal.
Sinal de pressão institucional
A abertura do inquérito pelo MPT reforça a suspeita de que a Caixa teria punido quem tentou evitar o prejuízo aos cotistas. O caso amplia o escopo do escândalo Master, que já envolve a CPI do Crime Organizado, o STF e a PF.
Fontes: Jovem Pan, Gazeta do Povo