🚨 VORCARO NA ALA DA SAÚDE: Ex-banqueiro é transferido após morte do “Sicário”, seu braço direito — risco à integridade física justifica isolamento com câmera 24h
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, foi transferido da cela de isolamento para a ala da saúde da Penitenciária Federal em Brasília nesta sexta-feira (13), em medida adotada para preservar sua integridade física.
A decisão foi tomada como precaução após a morte de Luiz Phelipe Mourão, o “Sicário” — considerado o braço direito de Vorcaro, especialmente em ações violentas. Sicário atentou contra a própria vida no mesmo dia em que teve a prisão preventiva decretada e morreu dias depois em um hospital de Belo Horizonte.
Cela com vigilância permanente
A nova cela de Vorcaro tem entre 7m² e 8m² e é monitorada por câmera 24 horas por dia — com exceção do banheiro. Um vidro separa a cela da área destinada aos profissionais de saúde, que monitoram o ex-banqueiro constantemente.
- Antes da transferência, Vorcaro ficava em cela individual de cerca de 9m² com cama, vaso sanitário, pia, chuveiro, mesa e assento
- Não há previsão de quando voltará para a cela comum
- Na cela comum, não há monitoramento por câmeras — apenas nas áreas coletivas e parlatórios
Por que a ala da saúde garante mais segurança?
A permanência na ala de saúde garante vigilância constante de Vorcaro — algo que não ocorre na cela comum. A medida é especialmente relevante no contexto em que o ex-banqueiro sinalizou disposição para uma possível colaboração com o Ministério Público Federal.
A transferência de Vorcaro para o sistema penitenciário federal foi determinada pelo ministro André Mendonça, do STF. As penitenciárias federais abrigam criminosos de alto risco, líderes de organizações criminosas, réus colaboradores e delatores que correm risco de vida no sistema prisional estadual.
O caso Master
Vorcaro é investigado por suposto esquema de fraude envolvendo o Banco Master e operações com CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). Segundo a CNN Brasil, em menos de 24 horas, Vorcaro teria vendido cotas por 116 vezes o preço de compra. Sua rede de influências envolve parlamentares, ministros do STF e o PGR, segundo reportagens recentes.
Fontes: CNN Brasil, Gazeta do Povo