🚨 UNÂNIME: STF Mantém Prisão de Vorcaro — Gilmar Vota a Favor Mas Dispara Contra Mendonça e Acusa Relator de “Messianismo Punitivista”
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve por unanimidade, nesta sexta-feira (20), a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de outros investigados na Operação Compliance Zero. O placar foi unânime, com votos de André Mendonça (relator), Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar Mendes — enquanto Dias Toffoli se declarou suspeito e ficou de fora.
Gilmar vota a favor — mas detona o colega
O decano Gilmar Mendes acompanhou a maioria, mas deixou recados duros ao relator André Mendonça. O ministro classificou o uso de termos como “pacificação social” e “confiança na Justiça” como “conceitos porosos e elásticos” que remetem a abusos históricos do Judiciário.
Para Gilmar, a retórica de Mendonça se assemelha ao “messianismo punitivista” da Operação Lava Jato — que, segundo ele, levou a uma “enxurrada de nulidades” e ao desperdício de investigações.
“Juízes e procuradores da Lava Jato se desviaram da lei em nome de um messianismo punitivista”, afirmou o decano, em alerta direto ao colega.
Críticas à PF e à imprensa
Gilmar também criticou duramente a Polícia Federal, classificando como ilegal a transferência inicial de Vorcaro para a Penitenciária Federal com base em “alegações genéricas” sobre o “trânsito político” do banqueiro.
O ministro acusou setores da mídia de, em conjunto com atores do sistema de justiça, tentarem impor um “veredicto forjado junto à opinião pública”, citando o vazamento de prints de conversas sigilosas antes mesmo de os magistrados terem acesso ao material.
Por que a prisão foi mantida
Gilmar votou pela manutenção da custódia com base em dois fundamentos aceitos:
- Conveniência da instrução criminal — risco de obstrução das investigações
- Garantia da aplicação da lei penal — com passaportes retidos e bens bloqueados
O decano, no entanto, rejeitou a prisão com base na “garantia da ordem pública” sob os termos propostos por Mendonça, considerando os fundamentos insuficientes e genéricos.
Toffoli fora do julgamento
O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o caso, em meio às suspeitas de ligação com o esquema do Banco Master. A situação de Toffoli segue sendo o centro do maior desgaste institucional do STF nos últimos anos — com pesquisa AtlasIntel mostrando 81% de rejeição e 49% dos brasileiros pedindo seu impeachment imediato.
Fontes: Gazeta do Povo, Jovem Pan