🚨 TRUMP EXIGE DO BRASIL PLANO CONTRA PCC E CV: EUA propõem ‘exportação’ de criminosos estrangeiros ao modelo El Salvador
A administração Trump enviou uma série de exigências ao Brasil relacionadas ao combate ao crime organizado transnacional — e o recado é claro: o governo Lula precisa apresentar resultados ou enfrentar consequências diplomáticas e econômicas.
Segundo informações divulgadas pela Folha de São Paulo nesta sexta-feira (13), Washington cobra do Brasil um plano concreto para erradicar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), organizações que os EUA avaliam classificar como terroristas estrangeiras. Além disso, os americanos propõem que o Brasil receba criminosos estrangeiros em seus presídios — modelo semelhante ao acordo firmado com El Salvador no ano passado, quando detentos foram transferidos para a megaprisão do presidente Nayib Bukele.
As demandas dos EUA ainda incluem o compartilhamento de dados biométricos de estrangeiros que buscam refúgio no Brasil, além de ações concretas contra o Hezbollah libanês e organizações criminosas chinesas que operam em território nacional. A classificação do PCC e do CV como organizações terroristas foi discutida entre o ministro Mauro Vieira e o secretário de Estado Marco Rubio em 8 de março. O governo Lula sinalizou preocupação com a medida — mas sem apresentar alternativas concretas.
Brasil na mira de Washington
O contexto é de crescente pressão americana sobre o Brasil em múltiplas frentes: crise diplomática com o caso Beattie-Bolsonaro, novas investigações comerciais com base na Seção 301 e agora cobranças sobre segurança pública. Enquanto isso, o governo Lula segue sem um plano estruturado para enfrentar as facções — e o PCC e o CV continuam expandindo sua influência internacionalmente, com tentáculos na Europa, na América Latina e até na África.
Para o trabalhador brasileiro, a omissão tem custo direto: facções que controlam o tráfico, extorsionam empreendedores e dominam periferias seguem operando livremente enquanto o governo federal prioriza disputas políticas com o STF e com a oposição.