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POLíTICA

🚨 MORAES REATIVA CASO DAS JOIAS: Ministro Devolve à PGR Material Apreendido do Celular de Wassef — Arquivamento Fica em Xeque

STF Política

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre material extraído dos celulares do advogado Frederick Wassef — reativando, na prática, o caso das joias do ex-presidente Jair Bolsonaro, que a própria PGR havia pedido para arquivar.

O que aconteceu

A Polícia Federal informou, em 4 de março, que identificou “eventos fortuitos” nos dados dos celulares de Wassef que precisam ser apurados em procedimento separado. No mesmo dia, a PGR havia solicitado o arquivamento do caso, argumentando que não existe lei clara que criminalize o recebimento de presentes por presidentes.

O problema: a PGR não se pronunciou sobre o material específico relativo a Wassef que a PF encaminhou. Moraes então devolveu os autos ao Ministério Público federal para que se posicione sobre os dados apreendidos — impedindo, na prática, o encerramento do caso.

Os indiciados pela PF

A investigação da PF concluiu pelo indiciamento de 12 pessoas, incluindo:

  • Jair Bolsonaro
  • Ex-ajudante de ordens Mauro Cid
  • Advogado Frederick Wassef
  • Ex-ministro Bento Albuquerque
  • Ex-chefe de comunicação Fabio Wajngarten

O que está em jogo

Os indiciamentos envolvem crimes como peculato e lavagem de capitais relacionados ao desvio de joias recebidas em viagens oficiais à Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein — entre elas um relógio Rolex, um Patek Philippe Calatrava e conjuntos de joias da marca Chopard.

Com Bolsonaro internado na UTI e a defesa pedindo prisão domiciliar, a movimentação de Moraes para manter o caso das joias ativo adiciona mais pressão jurídica sobre o ex-presidente e seus aliados.

Reação

A decisão de Moraes acontece dias depois de a PGR pedir o arquivamento, contrariando a linha da Procuradoria. O ministro do STF sinalizou que os “eventos fortuitos” nos dados de Wassef merecem resposta formal antes de qualquer encerramento.

Fontes: Jovem Pan, Gazeta do Povo, G1

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