🚨 MORAES MANDA PF APREENDER COMPUTADORES DE JORNALISTA: Advogado denuncia que objetivo real é identificar fontes — “Isso é um escândalo”
O advogado Marcos Lobo, defensor do jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, denunciou nesta sexta-feira (13) que os mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, têm como objetivo real identificar as fontes jornalísticas do repórter — e não apurar crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino, como consta no processo.
O que aconteceu
Na última terça-feira (10), a Polícia Federal executou mandados de busca e apreensão contra Almeida, confiscando computadores e celulares do jornalista. A operação foi autorizada por Moraes sob a alegação de suposto crime de stalking (perseguição) contra o ministro Flávio Dino.
Almeida havia publicado reportagens denunciando que Dino teria utilizado veículos do Tribunal de Justiça do Maranhão — pagos com recursos de um fundo de segurança dos magistrados — para fins pessoais e familiares.
“Objetivo é identificar a fonte”
“A alegação de stalking é para encobrir o real objetivo, que é identificar a fonte do jornalista. Não tenho a menor dúvida. Isso é um escândalo. Um abuso”, declarou o advogado Marcos Lobo em entrevista à Folha de S. Paulo publicada nesta sexta.
Lobo ainda questionou:
- Por que o jornalista — que não tem foro privilegiado — está sendo investigado diretamente no STF
- Por que o processo tramita sob sigilo, impedindo o investigado de saber previamente da apuração
- O enquadramento como stalking, que segundo ele não se sustenta juridicamente
“O Pablo soube que estava sendo investigado quando a Polícia Federal chegou à casa dele. Um processo desta natureza tramitar em segredo de Justiça? O que o Supremo está querendo esconder?”, questionou o defensor.
Contexto político
Almeida é descrito como um blogueiro crítico do grupo político de Dino no Maranhão e alinhado ao governador Carlos Brandão, rival do ministro do STF. O blog do jornalista teria publicado imagens e dados de veículos que, segundo Moraes, indicariam acesso a informações sensíveis sobre o ministro.
O caso ocorre em meio ao crescente desgaste público do STF com o escândalo do Banco Master e às investigações envolvendo Moraes e Toffoli.
Liberdade de imprensa em risco
Entidades de defesa da liberdade de imprensa acompanham o caso com preocupação. A operação da PF contra Almeida é vista como parte de um padrão de intimidação a jornalistas que investigam membros do Judiciário e do governo.
Fontes: Gazeta do Povo, Folha de S. Paulo