🚨 DINO INTIMA VIANA: Ministro do STF Manda Senador da CPMI INSS Explicar R$ 3,6 Milhões em Emendas à Igreja Lagoinha — Ligação com Vorcaro e Banco Master
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou nesta quinta-feira (19) que o senador Carlos Viana (Podemos-MG) e o Senado prestem esclarecimentos, no prazo de cinco dias, sobre o repasse de R$ 3,6 milhões em emendas parlamentares via Pix à Fundação Oasis, entidade ligada à Igreja Batista da Lagoinha.
A medida atende a uma petição dos deputados Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Rogério Correia (PT-MG), que apontam possíveis irregularidades na destinação de recursos por meio das chamadas “emendas Pix”.
Os Repasses Identificados
- R$ 1,5 milhão (2019): Emenda Pix à Prefeitura de Belo Horizonte, com destinação à Fundação Oasis
- R$ 1,47 milhão (2023): Repasse direto à Fundação Oasis, em Capim Branco (região metropolitana de BH)
- R$ 650,9 mil (2025): Novo repasse à filial de Capim Branco
A Contradição: Viana Preside a CPMI que Investiga a Própria Lagoinha
O ponto mais explosivo da decisão é a contradição flagrante: Carlos Viana preside a CPMI do INSS, a mesma comissão que investiga a Igreja Lagoinha e entidades ligadas a ela, como a Clava Forte Bank e a empresa Amando Vidas Produtora e Gravadora Ltda.
A decisão do ministro Dino cita ainda que as investigações também apuram possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro, apontado como parceiro do pastor André Valadão e da Igreja Lagoinha.
Orçamento Secreto de Volta ao Centro
A determinação de Dino se enquadra no âmbito de questionamentos sobre o chamado orçamento secreto. A reportagem que embasou a petição foi publicada pelo portal Metrópoles, que revelou os repasses ao longo de três exercícios fiscais distintos.
Viana e a Fundação Oasis foram procurados pela imprensa, mas ainda não se manifestaram.
Contexto
A Igreja Batista da Lagoinha é liderada pelo pastor André Valadão e tem ligações investigadas tanto na CPMI do INSS quanto na Operação Compliance Zero, sob relatoria do ministro André Mendonça no STF.
Fontes: Jovem Pan, Metrópoles, Gazeta do Povo