🚨 CPMI DO INSS: RELATOR EXPÕE TOFFOLI E ESPOSA DE MORAES — Contrato de R$ 129 Mi do Master com Família de Alexandre Vira Caso de Polícia
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), entregou nesta sexta-feira (27) o relatório final da comissão — e o documento vai além dos 218 indiciados. O texto pede investigação formal sobre o ministro do STF Dias Toffoli e Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, por suspeita de tráfico de influência ligado ao escândalo do Banco Master.
O gatilho é um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o escritório de advocacia da família de Moraes e o Banco Master para representar os interesses da instituição pelo período de três anos. O relator quer que a PF e o MPF apurem se o valor e os termos do contrato configuram crime, dado que Alexandre de Moraes é ministro ativo do tribunal que julga questões relacionadas ao próprio banco.
No caso de Toffoli, o relator aponta que ele era o relator do inquérito do Master no STF, mas se afastou da condução após a Polícia Federal encontrar menções ao seu nome no celular de Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira. Para o parlamentar, a proximidade precisa ser investigada. O relatório dedica uma seção inteira criticando o que chama de “resistência sistemática” do STF ao trabalho da CPMI, citando decisões que blindaram investigados e dificultaram a coleta de provas. O documento também solicita apuração sobre Enrique Lewandowski, filho do ex-ministro Ricardo Lewandowski, por ter atuado no STJ em favor de empresa ligada ao Master.
Por que isso importa?
Pela primeira vez, o relatório de uma CPMI aponta formalmente suspeitas sobre familiares de ministros do Supremo. As recomendações serão encaminhadas à PF, ao MPF e ao Senado, mas a efetividade de qualquer investigação depende de quem vai receber esses pedidos — e de quanto o STF vai interferir no caminho.