🚨 CPMI DO INSS NA FORCA: Viana vai ao STF pedir prorrogação após Alcolumbre ignorar requerimento
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou nesta quinta-feira (12) que acionará o Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a prorrogação dos trabalhos da comissão. A estratégia é apresentar um mandado de segurança à Corte — uma medida extrema, mas necessária diante do silêncio ensurdecedor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A CPMI tem previsão de encerrar suas atividades ainda neste mês de março, mas os parlamentares que investigam o esquema bilionário de fraudes no INSS querem ao menos mais 60 dias para concluir o trabalho. O problema: Alcolumbre simplesmente não recebeu nem fez a leitura do requerimento de prorrogação apresentado pelos membros da comissão. Uma omissão que Viana classifica como inconstitucional.
“O que estamos pedindo é simples: que a Constituição seja respeitada e que a investigação siga até o fim”, declarou o senador durante a reunião da CPMI. Para Viana, o direito das minorias parlamentares de prorrogar uma comissão de inquérito quando há assinaturas suficientes é garantia constitucional — e está sendo solapado por uma manobra política do Senado.
O que a CPMI investiga
A comissão apura um esquema em que associações e entidades realizaram descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS sem autorização dos segurados. Os prejuízos estimados chegam a bilhões de reais, e o escândalo tomou proporções ainda maiores com a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, cujos dados revelam uma rede de relacionamentos com ministros do STF.
Enquanto o Congresso tenta empurrar a investigação para debaixo do tapete, os trabalhadores aposentados que tiveram seus benefícios saqueados ainda esperam por justiça. A pergunta que fica: quem tem interesse em encerrar a CPMI antes da hora?