🚨 CPMI DO INSS: ‘BANCO CLANDESTINO’ COM R$ 39 BILHÕES LIGADO A EX-ASSESSOR DE ALCOLUMBRE — Rede Usava Operadores do PCC e Lavou Dinheiro dos Aposentados
O relatório final da CPMI do INSS revelou nesta sexta-feira (27) a existência de um verdadeiro ‘banco clandestino’ formado por cerca de 40 empresas que movimentou aproximadamente R$ 39 bilhões — e que tinha conexão direta com um ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
O que o relatório aponta
De acordo com o documento de 4,3 mil páginas lido pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), a rede criminosa atuava como uma estrutura paralela de lavagem de dinheiro e evasão de divisas para os operadores das fraudes na Previdência Social.
- A rede era formada por cerca de 40 empresas
- Movimentou aproximadamente R$ 39 bilhões
- Usava operadores financeiros já identificados em investigações contra o PCC (Primeiro Comando da Capital)
- O dinheiro passava por múltiplas transferências para dificultar o rastreio
- Valores eram enviados para corretoras de câmbio, fintechs e negociadores de criptoativos
Elo com ex-assessor de Alcolumbre
Entre as operações suspeitas detectadas pela CPMI, está o pagamento de R$ 3 milhões para Paulo Augusto de Araújo Boudens, ex-assessor do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A comissão não identificou qualquer prestação de serviço que justificasse o repasse.
Por isso, Gaspar pediu o indiciamento de Boudens. A Gazeta do Povo tentou contato com Alcolumbre e com seu ex-assessor, mas não obteve retorno.
Conexão com o ‘Careca do INSS’
Uma das empresas da rede, a ARPAR, recebeu R$ 150 milhões de Antônio Camilo, o ‘Careca do INSS’, apontado como o principal operador do furto das aposentadorias. O relatório descreve a Arpar como parte de uma rede de “circularização de valores” para ocultar o beneficiário final dos recursos.
Esquema que vai além do INSS
Segundo a CPMI, esse banco clandestino não atuava apenas para os fraudadores do INSS — servia também a outros agentes criminosos, criando aparência de legalidade para dinheiro de diversas origens ilícitas e viabilizando a saída de grandes somas do Brasil.
Fontes: Gazeta do Povo, Relatório Final da CPMI do INSS (27/03/2026)