🚨 BOMBA: Toffoli julgou casos do Bradesco enquanto era devedor do banco — e ainda recebeu dinheiro do Master
Uma investigação do jornal O Estado de S. Paulo revelou que o ministro do STF Dias Toffoli julgou demandas do Banco Bradesco mesmo durante o período em que era sócio formal do resort Tayayá — empreendimento que tinha um empréstimo milionário com condições privilegiadas junto à mesma instituição financeira.
Empréstimo de R$ 20,4 milhões com regalias suspeitas
Entre 2016 e 2024, o empréstimo de R$ 20,4 milhões concedido pelo Bradesco ao grupo gestor do Tayayá passou por cinco renegociações — sem multas e com juros de apenas 6,5% ao ano, muito abaixo da taxa de mercado de 10,5% para financiamentos imobiliários de pessoas jurídicas no mesmo período.
- Toffoli tornou-se sócio da DGEP Empreendimentos (gestora do Tayayá) em 2021
- A última renegociação foi em outubro de 2024 — quando Toffoli ainda era sócio
- O saldo devedor foi estendido até julho de 2026, com isenção de multas
- O empréstimo segue sem quitação registrada em cartório
Toffoli julgou o Bradesco mesmo declarado impedido
Embora Toffoli tenha se declarado impedido de julgar casos do Bradesco entre 2016 e 2018, o Estadão identificou decisões monocráticas e votos do ministro em casos relacionados ao banco após esse período — inclusive quando já era sócio formal do Tayayá, a partir de 2021.
A teia: Toffoli, Bradesco e o escândalo Master
A investigação ainda revelou que parte da participação de Toffoli no Tayayá foi vendida a um fundo vinculado ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, em operação de R$ 35 milhões. O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, era o único cotista do Fundo Leal, que investiu no resort.
Toffoli admitiu ser sócio do Tayayá, mas negou ter recebido dinheiro do Master. A conexão, no entanto, é direta: o mesmo banqueiro hoje preso e investigado pela PF financiou indiretamente o negócio do ministro.
STF permanece em silêncio
A assessoria do STF afirmou que Toffoli não esteve envolvido no empréstimo ou em suas renegociações. O ministro não respondeu sobre os motivos pelos quais as declarações de impedimento ficaram restritas ao período entre 2016 e 2018.
Fontes: Gazeta do Povo, O Estado de S. Paulo