🚛 CAMINHONEIROS DÃO PRAZO AO GOVERNO: Categoria Mantém Ameaça de Greve e Exige Respostas até Dia 26
Os caminhoneiros autônomos saíram da assembleia desta quinta-feira (19) com um recado claro ao governo Lula: o prazo é até a próxima quinta-feira (26). A categoria decidiu manter o estado de greve, mas aguardar uma semana para que representantes negociem em Brasília ajustes na Medida Provisória 1.343/2026 — que prevê endurecimento da fiscalização e punição de transportadoras que desrespeitam o piso mínimo do frete. Enquanto o prazo corre, os caminhoneiros seguem trabalhando, mas com um dedo no gatilho.
O que os trabalhadores exigem
A principal reclamação é que, apesar do piso mínimo do frete existir no papel, as transportadoras continuam descumprindo os valores — e são os trabalhadores autônomos que arcam com o custo do diesel nas alturas. Com o petróleo a US$ 115 o barril e o diesel nos postos batendo R$ 6,80 por litro, a equação simplesmente não fecha para o caminhoneiro autônomo. A MP promete mais rigor, mas a categoria aponta que o texto tem pontos ambíguos que abrem brechas para o descumprimento.
O que o governo ofereceu
- Isenção de PIS e Cofins sobre o diesel, anunciada por Lula e Haddad
- Subsídio a produtores e importadores de combustível
- Proposta de isenção do ICMS estadual com compensação de 50% pela União (custo de R$ 3 bilhões)
- PF abriu inquérito para investigar aumentos abusivos nos postos
- Registro obrigatório das operações via CIOT para coibir fraudes no frete
Fantasma de 2018 paira sobre Brasília
O governo teme a repetição da greve dos caminhoneiros de 2018, que paralisou o país por dez dias e causou desabastecimento em postos, supermercados e hospitais. A Justiça Federal em Santa Catarina já proibiu bloqueios em rodovias federais e acessos a portos, por precaução. O cidadão e a família brasileira sabem bem o que uma paralisação dessa magnitude significa no cotidiano: filas, falta de produto e preços nas alturas. O governo tem até a próxima quinta para convencer esses trabalhadores de que vale a pena confiar nas promessas de Brasília.