🎭 STF FAZ CIRCO: Fachin e Gilmar Homenageiam Moraes no Aniversário de 9 Anos — e Ignoram Escândalo Vorcaro
Enquanto o escândalo do Banco Master ameaça engolir o Supremo Tribunal Federal, os ministros Edson Fachin e Gilmar Mendes resolveram dar um show de corporativismo. Na sessão desta quinta-feira (19), os dois fizeram discursos de homenagem ao ministro Alexandre de Moraes — pretexto: os 9 anos de sua posse no tribunal, que se completam dia 22. Sobre as investigações que apontam o nome de Moraes no centro da maior fraude financeira do país, nada. Silêncio total.
O que a homenagem omitiu
Os discursos de Fachin e Gilmar ignoraram completamente que o banqueiro Daniel Vorcaro — preso pela Operação Compliance Zero e que responde por um rombo de mais de R$ 50 bilhões — cita Moraes em mensagens apreendidas pela PF. O O Globo revelou que os dois trocaram mensagens no dia em que Vorcaro foi preso pela primeira vez, em novembro de 2025, em uma tentativa de evitar a liquidação do banco. Além disso, a mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, manteve um contrato de R$ 129 milhões com o Master enquanto os negócios suspeitos ocorriam.
O que Fachin e Gilmar disseram
Gilmar Mendes foi além do constrangedor ao afirmar que Moraes, “com ânimo inquebrantável, já suportou nestes nove anos tantas tribulações em virtude da sua irretocável, proba e sacrificante atuação, e terá forças para suportar tantas outras quantas surgirem”. Fachin exaltou decisões do ministro e disse que ele contribuiu “para o fortalecimento de uma Corte eminentemente constitucional”. O procurador-geral Paulo Gonet — nomeado com apoio do próprio Moraes — classificou o homenageado como “desassombrado, brioso, denodado, intrêmulo e eficiente”. É o mesmo Gonet que, caso Vorcaro delate Moraes, terá de decidir se pede ou não abertura de investigação contra ele.
O STF que o trabalhador vê
O quadro é sintomático: a mesma Corte que prende adversários políticos em tempo recorde, que censura jornalistas e que condena um ex-presidente a 27 anos de prisão encontra tempo e disposição para celebrar o aniversário do ministro mais envolvido no maior escândalo financeiro do governo. Enquanto o plenário virtual vota se mantém preso o banqueiro que negociava com o STF, os ministros bebem champanhe e discursam sobre virtudes. O trabalhador e a família brasileira não esquecem.