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BRASIL

🚗 BOULOS X UBER: MINISTRO DO PT AMEAÇA EMPRESA ESTRANGEIRA E USA MOTORISTAS COMO PALANQUE ELEITORAL

🚗 BOULOS X UBER: MINISTRO DO PT AMEAÇA EMPRESA ESTRANGEIRA E USA MOTORISTAS COMO PALANQUE ELEITORAL

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), recebeu nesta quinta-feira (26) uma notificação extrajudicial da Uber do Brasil. A empresa exigiu que ele prove suas insinuações públicas de corrupção de agentes públicos — declarações feitas em dois vídeos recentes. Boulos respondeu como costuma fazer: escalou o conflito e transformou tudo em palanque eleitoral.

“Podem ameaçar processar à vontade”

“Podem ameaçar processar à vontade. O Governo do Brasil não vai recuar em defender os motoristas de aplicativo e nem se intimidar por ameaças de uma empresa estrangeira. Aqui não!”, escreveu Boulos no X. Um ministro do governo federal, usando o cargo para travar guerra contra uma empresa privada que emprega centenas de milhares de trabalhadores brasileiros. O detalhe? A própria Uber contesta os números que Boulos repete: a taxa de retenção de 50% “não é fixa” e em muitas corridas chega a 0%, segundo a Amobitec.

A Gazeta do Povo apurou que aliados do presidente Lula estão preocupados com a insistência de Boulos no tabelamento de entregas — entendem que isso pode encarecer serviços ao consumidor e prejudicar a popularidade do governo em ano eleitoral. Ou seja: nem dentro do próprio PT a jogada de Boulos é vista com bons olhos.

Ministro ou candidato?

Boulos apostou na pauta dos aplicativos como bandeira eleitoral desde que assumiu o ministério. Compara a regulamentação dos apps à redução da jornada de trabalho — outra promessa do PT que enfrenta resistência no Congresso. A estratégia é clara: usar a máquina do governo para construir capital político entre trabalhadores de aplicativo, um eleitorado volumoso. O problema é que o ministério tem custos para o contribuinte, e os motoristas que ele diz defender podem ver suas rendas prejudicadas se empresas reduzirem operações no Brasil por conta de intervenção estatal. O cidadão paga sempre a conta.

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