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BRASIL

⚖️ ‘GILMARLÂNDIA’ NO STF: Como Gilmar, Moraes e Dino Se Uniram Para Isolar Mendonça e Enterrar as Investigações

⚖️ ‘GILMARLÂNDIA’ NO STF: Como Gilmar, Moraes e Dino Se Uniram Para Isolar Mendonça e Enterrar as Investigações

O julgamento que encerrou a CPMI do INSS por 8 votos a 2 revelou mais do que uma derrota para os aposentados lesados. Ele expôs, ao vivo e em cores, a arquitetura de poder dentro do Supremo Tribunal Federal. De um lado, André Mendonça, que havia concedido liminar para prorrogar as investigações. Do outro, uma maioria capitaneada por Gilmar Mendes, com Moraes e Dino alinhados. Analistas já batizaram esse bloco: “Gilmarlândia”.

O argumento e o que ele esconde

A maioria argumentou que a prorrogação é procedimento interno do Congresso e o Judiciário não deveria intervir. Soa bonito. Mas o professor da FGV Daniel Vargas chama isso de “procedimentalismo radical”: “Eles verificaram um vício na CPMI e colocaram isso como uma garantia do processo. Mas garantia para quem? Como ficam os aposentados do INSS que tiveram bilhões de reais surrupiados?” A cientista política Júlia Lucy vai além: “Moraes e Dino estão com raiva de Mendonça por ele ter concedido a liminar e colocado em julgamento o grau de comprometimento de cada um com o sistema.”

Mendonça isolado — mas não derrotado

Mesmo com o voto vencido, André Mendonça segue como relator do caso. Isso significa que as investigações na esfera judicial continuam. Mas o sinal político foi dado: quem ousar investigar o “establishment” vai encontrar resistência da maioria do STF. O escritor Francisco Escorsim resumiu bem: “Já podemos ver que Gilmar é o líder deste movimento que busca travar todas as investigações que possam quebrar o establishment. Dino e Moraes vão na mesma direção, talvez por interesses pessoais.”

O que as urnas podem mudar

Pesquisas mostram até 60% de desaprovação do STF na opinião pública. Em ano eleitoral, a composição do Congresso Nacional pode mudar o jogo. Um Congresso mais robusto, com bancada conservadora fortalecida, tem instrumentos constitucionais para limitar o ativismo judicial — seja via PEC, seja via pressão orçamentária. A batalha entre o povo e a corte que ele não elegeu está longe de terminar. As eleições de outubro de 2026 serão decisivas.

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