🚔 PRF E PF EM REBELIÃO: Policiais suspendem serviços e ameaçam greve por fundo antifacção que governo Lula engavetou
A paciência das forças de segurança com o governo Lula chegou ao limite. Numa semana de movimentos coordenados, tanto a Polícia Rodoviária Federal (PRF) quanto a Polícia Federal (PF) sinalizaram paralisações por causa do Fundo de Combate às Organizações Criminosas (Funcoc) — criado em novembro de 2025 e engavetado pela ministra da Gestão, Esther Dweck.
PRF em estado de alerta, PF já suspendeu serviços
Na quinta-feira (12), a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) realizou assembleia extraordinária e declarou estado de alerta — categoria interna que precede uma paralisação formal. Um dia antes, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) foi além: já suspendeu atividades de fiscalização de armas, atos decisórios, emissão de passaportes e controle de produtos químicos.
A razão é a mesma: o Projeto de Lei Antifacção aprovado na Câmara retirou o Funcoc do texto. Na prática, os recursos apreendidos em operações contra o crime organizado — que seriam revertidos para as próprias forças policiais — foram sumariamente extirpados do projeto. “O projeto retira recursos da Polícia Federal e não garante novas fontes de financiamento”, denunciou a ADPF em nota oficial.
Governo que prometeu combater o crime organizado sabota ferramenta criada por ele mesmo
A ironia não passa despercebida: o governo Lula criou o Funcoc justamente para se defender das acusações de leniência com o crime organizado que crescem na opinião pública. Mas na hora de garantir o financiamento para as forças de segurança colocarem a mão na massa, o Planalto recua. Os policiais agora exigem que o Congresso aprove o fundo de forma autônoma. A Gazeta do Povo informou ter buscado o Ministério da Gestão para comentar — sem resposta até o fechamento.