🕵️ ‘A TURMA’ DE VORCARO: Rede criminosa planejava agredir oponentes, invadir sistemas do MP e da Interpol — e dois servidores do Banco Central eram espiões pagos
A Segunda Turma do STF formou maioria nesta sexta-feira (13) para manter Daniel Vorcaro preso na Penitenciária Federal de Brasília — presídio de segurança máxima. Mas os detalhes que a Polícia Federal revelou sobre como o controlador do Banco Master construiu sua rede de proteção são de arrepiar qualquer cidadão de bem.
‘A Turma’: operadores financeiros, ex-policiais e braço violento
As investigações da Operação Compliance Zero identificaram que Vorcaro chefiava um grupo apelidado internamente de ‘A Turma’. O grupo era formado por operadores financeiros, ex-policiais e um braço operacional com capacidade de violência física. Mensagens analisadas pela PF apontam planos concretos para agredir fisicamente oponentes e invadir sistemas sigilosos do Ministério Público, do Judiciário e até da Interpol. O objetivo era garantir que provas de corrupção e lavagem de dinheiro fossem destruídas ou ocultadas antes de chegarem às autoridades.
Dois servidores do Banco Central cooptados como espiões internos
Um dos achados mais explosivos da investigação é que dois servidores do Banco Central — alocados em áreas de fiscalização — foram corrompidos por Vorcaro. Eles forneciam informações privilegiadas sobre as investigações regulatórias em troca de propina, funcionando como uma consultoria ilegal dentro do próprio órgão que deveria regular o banco. Os dois foram afastados de suas funções por decisão judicial, embora não tenham sido presos nesta fase.
STF: Mendonça lidera, Toffoli se declara suspeito, Gilmar vota semana que vem
O relator André Mendonça foi acompanhado por Luiz Fux e Kássio Nunes Marques — maioria formada. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito e não votou. Gilmar Mendes, presidente da 2ª Turma, adiou seu voto para a próxima semana, com prazo até o dia 20. A defesa de Vorcaro tentou liberá-lo argumentando excesso de prazo, mas a maioria entendeu que soltá-lo agora comprometeria testemunhas e dificultaria a recuperação de ativos bilionários desviados. O centrão treme — e por bons motivos.