🔴 STF VOTA HOJE: 2ª Turma decide se solta ou mantém preso Daniel Vorcaro — voto de Kassio Nunes é o decisivo
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) se reúne nesta sexta-feira (13) para decidir se mantém ou revoga a prisão de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O julgamento ocorre com apenas quatro ministros, após Dias Toffoli se declarar suspeito no caso.
Como cada ministro deve votar
Segundo analistas ouvidos pela CNN Brasil, o placar esperado é o seguinte:
- André Mendonça (relator): voto pela manutenção da prisão.
- Luiz Fux: expectativa de acompanhar o relator, também pela manutenção.
- Gilmar Mendes: perfil garantista aponta para a soltura de Vorcaro.
- Kassio Nunes Marques: voto incerto — é o decisivo.
Pressão política sobre Kassio
Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, Kassio Nunes Marques tem recebido intensa pressão do Centrão para votar pela soltura do banqueiro. Fontes próximas ao Supremo indicaram que o ministro tenderia a acompanhar André Mendonça, mas a pressão parlamentar pode mudar o cenário.
O que está em jogo: delação ou liberdade?
Especialistas apontam que a decisão vai além da prisão em si. Se Vorcaro for solto, as chances de uma delação premiada robusta caem drasticamente. Mantido em presídio de segurança máxima, o banqueiro tende a colaborar mais intensamente com as investigações que envolvem o escândalo do INSS e o Banco Master.
“A grande leitura é que, se soltar Daniel Vorcaro, não tem delação ou tem uma delação meia-boca”, avaliou o analista Caio Junqueira, da CNN Brasil.
Toffoli fora do jogo
A suspeição de Toffoli — que tinha ligações com o próprio Banco Master — foi comemorada pela defesa de Vorcaro, que apostava no voto do ministro para a soltura. Com sua saída, o placar ficou mais equilibrado, mas o empate 2×2 também beneficiaria o réu, por ser favorável à liberdade em caso de paridade.
Contexto
Daniel Vorcaro está preso desde o início das investigações sobre irregularidades no Banco Master e possíveis conexões com o desvio de recursos do INSS. A CPMI do INSS, instalada no Congresso, acompanha de perto o caso e criou uma sala-cofre para proteger os dados extraídos do celular do banqueiro.
Fontes: CNN Brasil, Gazeta do Povo, G1/Globo