🌍 PUTIN SE BENEFICIA DA GUERRA: Petróleo a US$ 100 reabastece os cofres de Moscou enquanto EUA foca no Irã
A guerra no Oriente Médio, que já custou vidas americanas e ameaça o abastecimento global de petróleo, está gerando um beneficiário inesperado: o ditador Vladimir Putin. Com o barril de petróleo disparando para a casa dos US$ 100, a Rússia — segundo maior exportador mundial — está acumulando receitas extras que alimentam diretamente sua máquina de guerra na Ucrânia.
O governo dos Estados Unidos anunciou, na última quinta-feira (12), uma licença temporária que suspende por 30 dias as sanções sobre o petróleo russo já embarcado. A medida, tomada em meio à crise de abastecimento gerada pelo conflito com o Irã, representa um alívio inesperado para Moscou. O próprio Putin orientou empresas de energia russas a "aproveitarem o momento atual" — deixando claro que o Kremlin enxerga a guerra no Oriente Médio como uma oportunidade de ouro.
Ucrânia paga o preço
Além do benefício financeiro, o conflito com o Irã drena os recursos militares americanos que seriam destinados à Ucrânia. O secretário de Defesa Pete Hegseth já havia suspendido carregamentos de armas à Ucrânia para preservar estoques de munição. Agora, com a Operação Epic Fury em curso, o esgotamento de interceptores Patriot e outros sistemas de defesa se acelera. Analistas do think tank Globsec alertam que esse redirecionamento de recursos representa uma ameaça direta à resistência ucraniana. O trabalhador russo financia a guerra com sangue e inflação — mas Putin aposta que o petróleo caro vai compensar o custo político.
Brasil sente no bolso
Para o produtor rural e o transportador brasileiro, a conta chega direto na bomba de diesel. Com o Estreito de Ormuz sob ameaça e o petróleo em alta histórica, a Petrobras já cortou em até 30% o fornecimento de diesel a distribuidoras para abril. O governo Lula, sem alternativa, zerou o PIS/Cofins do diesel e passou a subsídio de R$ 0,64 por litro — uma conta bilionária paga pelo contribuinte. A guerra no Oriente Médio não é só um problema de geopolítica: ela chega ao campo brasileiro na hora da colheita de arroz e soja.