🔥 ISRAEL ATACA MAIOR CAMPO DE GÁS DO IRÃ: Petróleo Brent dispara para US$ 109 e gás natural europeu sobe 7%
As forças militares israelenses lançaram novos ataques aéreos ao campo de gás de South Pars, no sul do Irã — a maior instalação desse tipo no mundo, compartilhada com o Catar. O ataque desta quarta-feira (18) sacudiu os mercados globais de energia e acendeu um alerta sobre o impacto da guerra para a economia brasileira.
O Ataque
Segundo oficial iraniano à AFP, as operações tiveram como alvo a maior infraestrutura de processamento de gás do Irã, na província de Bushehr. Israel busca cortar o fluxo de recursos financeiros para a Guarda Revolucionária Islâmica ao destruir a infraestrutura energética do regime.
O campo South Pars, junto ao Campo Norte adjacente que se estende ao Catar, é o maior campo de condensado de gás natural do mundo, cobrindo 9.700 km². Explosões atingiram tanques de armazenamento e áreas operacionais em várias fases da refinaria, segundo a agência Fars, afiliada à Guarda Revolucionária.
Impacto nos Mercados
- 🛢️ Petróleo Brent: +5%, chegando próximo a US$ 109 o barril
- ⚡ Gás natural europeu: +7% em um único pregão
- 🚛 No Brasil, o diesel deve encarecer ainda mais, agravando a crise dos caminhoneiros
Resposta do Irã
Autoridades iranianas informaram que conseguiram conter os incêndios causados pelos bombardeios, afirmando que a situação está “completamente sob controle”, sem relatos de vítimas. Porém, o regime prometeu intensificar ataques a alvos estratégicos de países vizinhos ligados à energia.
As autoridades se recusaram a comentar se houve suspensão da produção ou do fornecimento de gás do campo.
Contexto: Guerra já afeta o Brasil
O conflito entre Israel e Irã entrou em seu 20º dia com escaladas crescentes. O fechamento do Estreito de Ormuz — rota de escoamento de cerca de 20% do petróleo mundial — já causou alta no diesel e levou caminhoneiros brasileiros a ameaçarem greve nacional. A PF abriu inquérito para investigar suspeitas de aumento abusivo dos combustíveis no país.
Fontes: Gazeta do Povo, AFP