🔥 CONFIRMADO: Operadoras Atestam que Número que Trocou Mensagens com Vorcaro É do STF — CPMI Intima Tribunal
BRASÍLIA — O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), revelou nesta quinta-feira (19) que as empresas de telefonia confirmaram oficialmente que o número que trocou mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é vinculado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O Que Foi Confirmado
“O relatório oficial que nos foi enviado é de que o número é do STF. Está confirmado oficialmente que Vorcaro tinha acesso ao STF“, declarou Viana em pronunciamento.
A CPMI enviou um ofício à diretora-geral do STF, Desdêmona Arruda, exigindo informações sobre qual pessoa utilizava o número no período investigado. O senador ressaltou que, por ora, não é possível identificar qual ministro usava o ramal.
Contexto: A Troca de Mensagens
Em 6 de março, o blog de Malu Gaspar, no jornal O Globo, revelou que Vorcaro teria trocado mensagens com o ministro Alexandre de Moraes no dia 17 de novembro de 2025 — exatamente o dia em que foi preso pela Polícia Federal. O gabinete de Moraes negou qualquer contato.
O STF divulgou nota afirmando que “análise técnica realizada nos dados telemáticos de Daniel Vorcaro constatou que as mensagens de visualização única enviadas por ele não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes”.
Viana Endurece o Tom
Em entrevista ao Roda Viva, Viana já havia afirmado ter checado que as mensagens foram enviadas a um número funcional do STF. O senador chegou a defender o afastamento de Moraes do cargo:
“Em qualquer país sério do mundo, o ministro Alexandre de Moraes estaria afastado”, disse Viana.
Próximos Passos
- STF terá de responder ao ofício da CPMI identificando o usuário do número
- Julgamento no plenário virtual segue aberto até 23h59 desta sexta-feira (20)
- Apenas Gilmar Mendes ainda não votou sobre a manutenção da prisão de Vorcaro
- Expectativa de delação premiada aumenta com transferência de Vorcaro para a Superintendência da PF
Fontes: Gazeta do Povo, G1/Globo, CNN Brasil