🔍 CPMI DO INSS APERTA O CERCO: Cunhado e ex-namorada de Vorcaro são convocados — dados vão para sala-cofre no Senado
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS aprovou a convocação de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, e de Martha Graeff, ex-namorada do dono do Banco Master. Os dois são peças-chave para entender o esquema de fraudes no crédito consignado que lesou aposentados e pensionistas do país.
Quem são os convocados
Fabiano Zettel é apontado pela Polícia Federal como operador financeiro de Vorcaro. Ele já foi preso na segunda fase da Operação Compliance Zero e deverá explicar vínculos entre negócios familiares, a Igreja Lagoinha — onde era pastor — e empreendimentos ligados ao esquema investigado. Um dos fundos que ele administrava comprou a participação do ministro Dias Toffoli no resort Tayayá, no Paraná — envolvimento que segue no radar das investigações.
Já Martha Graeff ficou conhecida após o vazamento de diálogos íntimos com Vorcaro, repudiados inclusive pelo ministro Gilmar Mendes. A expectativa da CPMI é que ela ajude a identificar pessoas do círculo próximo do ex-banqueiro e esclareça o contexto de encontros e conversas mencionados nas investigações. A comissão também convocou ex-diretores do Master e o ex-superintendente do INSS no Nordeste.
Sala-cofre para proteger dados sigilosos
Após denúncias de vazamento de informações obtidas pela comissão — incluindo os próprios diálogos íntimos de Vorcaro —, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou medidas de segurança drásticas. O material da quebra de sigilo telefônico do ex-banqueiro será armazenado em uma sala-cofre no Senado, de acesso restrito, sem celulares ou qualquer equipamento eletrônico.
“Para se ter uma ideia, levamos quase sete horas para fazer o download de todo o material. A partir de agora, ele ficará protegido e disponível apenas para os integrantes da comissão”, garantiu Viana. A CPMI rejeitou, porém, a convocação da empresária Roberta Luchsinger, apontada pela oposição como integrante do núcleo político do esquema — ela é amiga de Lulinha, cujas empresas movimentaram R$ 19 milhões em quatro anos antes de ter os sigilos anulados pelo ministro Flávio Dino.