🏦 CPMI EXPÕE ALCOLUMBRE: Ex-Assessor do Presidente do Senado Recebeu R$ 3 Milhões do Banco Clandestino Ligado ao PCC
O relatório final da CPMI do INSS trouxe à tona um dado que o PT fez de tudo para enterrar: um ex-assessor direto de Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, recebeu R$ 3 milhões de uma empresa investigada por lavagem de dinheiro e ligada a operadores do PCC — o Primeiro Comando da Capital. O nome do beneficiado é Paulo Augusto de Araújo Boudens, descrito no relatório como homem de confiança de Alcolumbre. Nenhuma prestação de serviço que justifique o pagamento foi identificada.
A empresa responsável pelo repasse é a Arpar Administração, Participação e Empreendimento S.A., que recebeu R$ 150 milhões de Antônio Camilo, o “Careca do INSS”, principal operador das fraudes contra as aposentadorias dos trabalhadores brasileiros. Segundo a CPMI, a Arpar integra uma rede de mais de 40 empresas que movimentou cerca de R$ 39 bilhões em operações suspeitas, funcionando como um verdadeiro banco clandestino para lavar dinheiro e enviar recursos ilegais para fora do Brasil por meio de criptoativos e câmbio.
O que chama atenção é a blindagem sistemática que o campo governista montou ao redor do ex-assessor. Ao menos quatro pedidos de convocação de Boudens foram apresentados por parlamentares da oposição — nenhum sequer foi pautado para votação. A tentativa de quebrar o sigilo bancário do ex-assessor também foi rejeitada. “Até censura aconteceu, porque eu expus a razão desse conflito de interesse”, denunciou o senador Eduardo Girão (Novo-CE). Para Girão, a CPMI não foi prorrogada justamente porque as investigações chegaram ao “andar de cima” — e o PT não deixou que fossem adiante.
O Que Diz o Relatório
O documento aprovado pelo relator afirma ser “premente a necessidade de os órgãos competentes investigarem a motivação de uma empresa de fachada depositar valores milionários para um dos principais assessores de um Senador da República”. O pedido de indiciamento de Boudens consta formalmente no relatório final. Alcolumbre e seu ex-assessor não responderam às tentativas de contato da imprensa até o fechamento desta edição.
O Padrão de Impunidade
A CPMI do INSS encerrou seus trabalhos com 228 indiciados, incluindo o filho do presidente Lula (Lulinho), o empresário Daniel Vorcaro e o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto. O fato de o esquema chegar às portas do Senado — e que a investigação tenha sido sistematicamente barrada antes de concluir esse fio — mostra que o escândalo é muito maior do que o governo quer admitir. O trabalhador brasileiro pagou a conta: suas aposentadorias foram saqueadas enquanto os responsáveis eram protegidos.