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POLíTICA

🏦 CPMI DO INSS EXPÕE BANCO CLANDESTINO DE R$ 39 BILHÕES COM CONEXÃO AO PCC: Ex-Assessor de Alcolumbre Recebeu R$ 3 Mi — Blindagem Impediu Investigação

🏦 CPMI DO INSS EXPÕE BANCO CLANDESTINO DE R$ 39 BILHÕES COM CONEXÃO AO PCC: Ex-Assessor de Alcolumbre Recebeu R$ 3 Mi — Blindagem Impediu Investigação

O relatório final da CPMI do INSS revelou a existência de uma rede criminosa de lavagem de dinheiro composta por mais de 40 empresas que movimentou cerca de R$ 39 bilhões — estruturada como um verdadeiro “banco clandestino” a serviço dos fraudadores das aposentadorias. E mais: operadores dessa rede já haviam sido identificados em investigações contra o PCC.

A votação do relatório na madrugada deste sábado (28) terminou com derrota da oposição por 19 votos a 12 — governistas bloquearam o parecer do relator Alfredo Gaspar (União-AL). Mas os dados que o documento trouxe à tona são explosivos e seguem públicos.

O “Banco Clandestino” e a Conexão com o PCC

De acordo com a CPMI, a rede de empresas investigada funcionava como uma engrenagem de anonimização de pagamentos e evasão de divisas. O esquema usava empresas de fachada para simular relações comerciais legítimas e justificar transferências financeiras.

  • Mais de 40 empresas integravam a rede
  • Movimentação estimada: R$ 39 bilhões
  • Operadores financeiros já identificados em investigações do PCC (Primeiro Comando da Capital)
  • Dinheiro ilícito passava por múltiplas transferências para dificultar rastreamento
  • Valores eram enviados a corretoras de câmbio, fintechs e negociadores de criptoativos

Uma das empresas centrais da rede, a Arpar, recebeu R$ 150 milhões de Antônio Camilo, o “Careca do INSS”, considerado o principal operador do furto das aposentadorias.

Ex-Assessor de Alcolumbre Recebeu R$ 3 Milhões

O ponto mais sensível do relatório envolve Paulo Augusto de Araújo Boudens, ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo a CPMI, ele recebeu R$ 3 milhões da empresa Arpar — sem que fosse detectada qualquer prestação de serviço em contrapartida.

O relatório afirma: “É premente a necessidade de os órgãos competentes investigarem a motivação de uma empresa de fachada depositar valores milionários para um dos principais assessores de um Senador da República.”

A CPMI pediu o indiciamento de Boudens. Porém, ao longo dos 7 meses de trabalho da comissão, pelo menos quatro pedidos de convocação do ex-assessor foram apresentados — e nenhum sequer foi apreciado. Uma tentativa de quebra de sigilo também foi rejeitada em outubro de 2025.

Senador Girão Denuncia Blindagem do PT

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) foi direto: a CPMI não foi prorrogada justamente para proteger a investigação sobre Alcolumbre e seus aliados.

“Até censura aconteceu, porque eu expus a razão desse conflito de interesse. Não foi prorrogada porque chegou no andar de cima”, declarou Girão, citando reportagem da revista Veja sobre os repasses milionários ao “homem de confiança” de Alcolumbre.

“Nós quisemos trazer aqui esse Sr. Paulo Boudens. Quem foi que blindou? O PT”, afirmou o senador.

Relatório Também Mira Filho de Lewandowski

O relator Gaspar foi além e solicitou investigação por suspeita de tráfico de influência contra Enrique de Abreu Lewandowski, filho do ex-ministro do STF e da Justiça Ricardo Lewandowski. Enrique atuou no STJ em favor da Capital Consig, empresa investigada por fraudes em consignados e ligada ao Banco Master.

Contexto: Comissão Encerrada Sob Pressão

A CPMI do INSS encerrou seus trabalhos neste sábado após o STF, por 8 votos a 2, derrubar a decisão do ministro André Mendonça que havia prorrogado seu prazo. O relatório de Gaspar — com 4.340 páginas — foi rejeitado por 19 a 12 em votação na madrugada. O presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG), negou indicar novo relator e encerrou os trabalhos.

Fontes: Gazeta do Povo, CNN Brasil, G1

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