🏛️ MORAES E TOFFOLI SEM APOIO NO STF: Zanin nega CPI do Master e André Mendonça assume relatoria
O escândalo do Banco Master continua abalando o Supremo Tribunal Federal. Os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli enfrentam crescente isolamento dentro da própria Corte — numa estratégia de distanciamento do caso que já derrubou a credibilidade do tribunal perante 70% dos brasileiros.
O que cada ministro fez de errado
Moraes foi citado em mensagens do celular de Daniel Vorcaro, dono do Master: as mensagens sugerem que o banqueiro teria questionado o ministro sobre investigações sigilosas no próprio dia de sua primeira prisão. Além disso, o escritório da esposa do ministro manteve contrato milionário com o banco. Toffoli, por sua vez, vendeu parte de um resort da família para um fundo ligado ao Master e, em seguida, tomou decisões favoráveis à defesa de Vorcaro — inclusive decretando sigilo extremo sobre as provas da operação policial.
Zanin nega CPI e André Mendonça herda o caso
O ministro Cristiano Zanin rejeitou o pedido para instalar a CPI do Banco Master na Câmara. Com a suspeição de Toffoli reconhecida, o processo foi redistribuído ao ministro André Mendonça — indicado por Bolsonaro —, que agora carrega a responsabilidade de conduzir o caso rodeado de pressões. Ministros do STF só podem ser investigados com autorização do próprio tribunal e provocação do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, visto como próximo aos magistrados envolvidos.
Pesquisas revelam estrago na imagem do STF
Levantamento recente revelou que 69,9% dos brasileiros que conhecem o caso afirmam que o escândalo do Master prejudicou a credibilidade do STF. A desconfiança na Corte já supera 49% da população geral. Em paralelo, o Senado protocolou petição apontando seis pontos inconstitucionais na decisão do ministro Flávio Dino, que blindou o sigilo bancário do filho do presidente Lula — mais uma frente de atrito entre o Legislativo e o Supremo.