🎭 LULA FAZ DISCURSO DE ‘MAGNATAS DO CRIME’ PARA ESCAPAR DO MASTER: Analistas veem estratégia eleitoral que esbarra nos próprios aliados investigados
Com a aprovação em queda e cercado de escândalos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apelou para o discurso ideológico como escudo político: passou a chamar investigados de “magnatas da corrupção” e tenta convencer o trabalhador brasileiro de que seu governo foi o primeiro a enfrentar criminosos de alta renda. O problema é que o próprio círculo de Lula está no centro das investigações — a começar por seu filho Lulinha, cujo sigilo foi levado ao plenário do STF.
A estratégia consiste em enquadrar o caso Master como um conflito entre ricos e pobres, atribuindo as irregularidades à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro e apelidando o escândalo de “BolsoMaster”. O PT alega que o banco cresceu sob o governo anterior e que a Polícia Federal, hoje, age com autonomia. Mas analistas apontam a contradição: o próprio Lula se reuniu com Daniel Vorcaro no Palácio do Planalto, e mensagens encontradas no celular do banqueiro descrevem o encontro como “ótimo” e “muito forte”.
Para o cientista político Adriano Gianturco, o caso Master tende a produzir desgaste prolongado justamente pela percepção de proximidade entre o Executivo e o STF — tribunal que também foi arrastado para a crise após revelações sobre os ministros Moraes e Toffoli. O Brasil mudou: o trabalhador que Lula diz representar tem acesso às redes e sabe que retórica não apaga fatos. A narrativa dos “magnatas” pode energizar a base petista, mas dificilmente convence quem já perdeu a conta das contradições.